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Picture – “Eternal Dark” e um resumo da história da banda

Postado por Renan Tambarussi terça-feira, 20 de agosto de 2013 0 comentários



Década de 1980, o auge da criatividade do universo musical, quando uma safra de bandas invadiu o mundo e álbuns épicos surgiram. A quantidade de lançamentos era imensurável e eles pertenciam a diversos estilos, do new wave ao heavy metal. Muitas delas fizeram sucesso somente com um disco, outras apenas com uma única canção, e depois sumiram para sempre. Talvez seja culpa do grande leque de opções que estava aberto na época. Em meio a esse cenário, estava uma banda holandesa chamada Picture, que surgiu juntamente ao embrião oitentista, para ser mais precisa, em 1979.  

Antes de mais nada, o que me chamou atenção na banda foi a capa do “Eternal Dark”, álbum de 1983. Não fui a primeira e nem a última pessoa que se interessou pelo Picture ao “julgar pelas aparências”, digamos assim. Ao encarar aquela caveira da capa, não consegui pensar em outra coisa, a não ser: “isso deve ser bom, só pode ser bom!”. E, de fato, é!

Ao todo, são nove músicas distribuídas e pouco mais de 38 minutos (que passam voando) de pura energia e excelente qualidade musical. Tudo começa com a faixa-título e seu refrão inconfundível. Ao longo do disco, pode-se perceber um excelente trabalho vocal em faixas como “Into The Underworld” e os fabulosos riffs de “Power Of Evil”. “Griffons Guard The Gold cativa e, em seguida, “Make You Burn” concede ao ouvinte uma viagem dentro de uma batida contagiante. A chave de ouro fica por conta da rápida “Down And Out”, que mostra o peso do som do Picture. É um trabalho que merece atenção.

Nunca vi o CD a venda em lugar nenhum. Nenhum mesmo, não tem. Felizmente, fui presenteada com o arquivo em mp3 (lá estava a foto da caveira) e fui revirar o baú da internet para conhecer mais sobre a banda. Para o bem de todos, o youtube está aí e, nele, o álbum é facilmente encontrado, para ouvir e baixar.


A fama do Picture era a de primeira banda holandesa de heavy metal. Ela se tornou muito popular em países como Alemanha, Itália, México e Japão, e conquistou muitos fãs ao abrir turnês do AC/DC, Saxon (os acompanharam durante toda a turnê européia em 1981), Ted Nugent e Rose Tattoo. Devido ao sucesso e a enorme aclamação do público, os músicos conseguiram assinar um contrato com a Warner, que foi rapidamente rescindido porque a gravadora queria transformar o som da banda para algo mais pop, levando, assim, o Picture até o selo Backdoor Records.

A história da banda possui alguns maus momentos, como uma turnê com o Kiss, que não vingou, e o cancelamento do show que aconteceria no Rock in Rio de 1985. Como muitos outros grupos, o Picture também não tem uma grade disseminação de seu nome dentro do cenário atual, mas está presente na memória de quem viveu a década e também daqueles que têm a oportunidade de conhecer o trabalho que por eles foi deixado.

Após algumas idas e vindas, em 2008 uma formação permanente foi estabelecida com Jan Bechtum, Vreugdenhil Rinus, Bakker Laurens, Rob vanEnkhuizen e Pete Lovell. No ano seguinte, lançaram o “Old Dogs, New Tricks”, que contém 12 músicas de todo o material novo que foi lançado 30 anos a partir da primeira formação do Picture. Ainda em 2009, Jan Bechtum anunciou sua saída e foi substituído por Peter Bourbon. Em 2010, Rob também saiu, dando lugar a Gert Nijboer.

Paralamas: 30 anos de sucesso

Postado por Renan Tambarussi terça-feira, 9 de julho de 2013 0 comentários


Poucas são as bandas que têm a capacidade de se manter firme no cenário musical, arrastando multidões para seus shows após anos de carreia. No universo brazuca, temos como exemplo Os Paralamas do Sucesso, que estão completando 30 anos de estrada em plena forma. No total, foram 10.958 dias, o que equivale a 22 anos com 365 dias e oito anos bissextos, com 366 dias cada, no período de 1983 a 2013. Para comemorar as três décadas, a banda saiu em turnê pelo Brasil e está demonstrando a boa e velha porta de entrada para o sucesso: talento. Mas talento de verdade, a qualidade musical deles é altíssima, os músicos evoluíram bastante ao longo dos anos.

Considerados como parte da “Turma de Brasília”, por terem vivido e criado amizade com as bandas locais, os Paralamas formaram a banda no Rio de Janeiro. Herbert Vianna e Bi Ribeiro se conheceram em Brasília, quando eram crianças, por serem vizinhos. Em 1977, se reencontraram no Rio, no colégio militar, e resolveram formar a banda. Dois anos depois, o baterista Vital se uniu ao grupo. Se separaram em 1979 para prestar vestibular e, em 1981, se reuniram.

O nome “Paralamas do Sucesso” foi invenção de Bi. Inicialmente, Herbert só tocava e o grupo tinha dois cantores: Ronel e Naldo, que saíram em 1982, mesmo ano em que Vital foi substituído por João Barone, após faltar a uma apresentação na Universidade Rural do Rio. O ex-baterista foi protagonista de “Vital e sua moto”, música que foi muito tocada durante o verão de 83. A primeira grande apresentação dos rapazes foi quando abriram um show para Lulu Santos no Circo Voador.

A estréia foi com “Cinema Mudo”, em 1983, e, desde então, ocupa posição de destaque dentro do rock nacional. No ano seguinte, lançaram o álbum “O Passo do Lui”, que abraçava uma sequência de sucessos — “Óculos”, “Me Liga”, “Meu Erro”, “Romance Ideal” e “Ska”), que foi aclamado pela crítica, levando a banda a tocar no Rock in Rio, show o qual foi considerado um dos melhores da primeira edição do festival.

Álbuns e mais álbuns foram lançados, e, consequentemente, fãs foram conquistados pelo ritmo dos Paralamas. Com um amplo leque de opções, eles estão percorrendo diversos estados brasileiros com um show que reúne os maiores sucessos da banda em um repertório com mais de 30 músicas. De fato, conseguiram passar a carreira a limpo através da turnê. O setlist ainda conta com sucessos de bandas como Led Zeppelin, The Clash, dos ingleses do The Police, que foram grandes influenciadores do trio, Gilberto Gil, Jorge Ben Jor e Lulu Santos.  

Tive a oportunidade de ir a um dos shows que eles fizeram aqui no Rio de Janeiro e posso comprovar: os caras estão cada vez melhores. Eles conseguiram alinhavar as músicas de uma forma única, fazendo com que o show não tenha nenhum ponto mais baixo, posso dizer que a apresentação deles não está fazendo aquela clássica curva, com pontos mais fortes nas pontas, é algo linear, que faz o público cantar e se emocionar do início ao fim. Mais rock em certos momentos, mais afro-caribenhos em outros, conseguem fazer com que todos soltem a voz e cantem junto o tempo todo.




Tudo isso sem contar com a parte visual do show, que é um espetáculo à parte. Um telão de led compõe o cenário e, nele, são projetadas fotos, vídeos, trechos de clipes de músicas que estão no repertório e imagens marcantes da carreira da banda. A produção caprichou nos elementos visuais. Telão, luzes e som se unem em uma combinação perfeita, levando um show inesquecível aos fãs, sejam eles jovens os mais antigos, que acompanham a banda desde o início da carreira.



O dia a dia da turnê vai virar documentário e será exibido no Canal Bis, com perspectiva de lançamento em DVD até o fim deste ano. Os Paralamas do Sucesso também estão preparando o relançamento da discografia em uma caixa, que trará ainda um disco com faixas não lançadas nos álbuns oficiais. “O Passo do Lui” e “Selvagem” terão reedição em vinil.

E fica a dica da Comissão, é show para assistir mais de uma vez e enlouquecer com a banda, com as linhas de baixo de Bi, com a bateria de Barone e com Herbert e sua guitarra.

Aqui vai uma amostra grátis do espetáculo:


Bandas novas

Postado por Renan Tambarussi quarta-feira, 15 de junho de 2011 0 comentários

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Para falar a verdade nem sei qual nome se encaixaria nesse post de tão desanimador que ele é.

Passei uns dias recluso de internet, por opção própria, e nesse domingo eu fui há um show, show não apresentação, de algumas bandas da minha cidade, eu e “mi amore di totta mia vita” (nem sei se está certo, se alguem souber italiano me corrija por favor), de todas que tocaram, que foi uma bosta por causa da aparelhagem de som que estava horrível e sem contar que o local também era uma merda, somente duas eu vi que eram copetentes no que apresentavam, uma era de hardrock esta foi a salvadora da noite e pior que eu nem sei o nome dela kkkk.

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A maioria das bandas que se apresentaram ontem era do nosso estilo preferido e que mora no nosso “coraçãozinhu” (pro inferno) o emocore, que eu prefiro chamar de som de mocinhas. Mesmo sendo um estilo tão ruim tecnicamente … melhor audívelmente, eles deveriam ter mais cuidado com o que fazem.

The Medleys 017

Essas bandas iniciantes tem muita falta de cuidados com os instrumentos, como afinação, distorção e efeitos. Resumindo total descaso com sua imagem, e no caso, e os adoradores do estilo. Mas vamos falar mais amplamente agora dando algumas dicas pelo que vi nessa apresentação, abrangendo todo os estilos:

  1. Som alto não diz que você sabe tocar, assim como estar em cima de um palco tocando você tambem não sabe tocar ensaiar e fazer aulas de música é muito construtivo para a sua habilidade.
  2. “Pelamor” de Deus afinem essas porcarias de instrumentos, pois não tem nada mais irritante que um instrumento desafinado, a voz tambem têm e precisa ser boa por isso vai fazer aula de canto idependentemente do estilo escolhido e não esquece as aulas de inglês ou o idioma que forem usar.
  3. Por favor tenha presença em palco, o que vai diferenciar você das outras bandas são as suas atitudes e não a quantidade. Um exemplo, teve uma banda ontem de emo que tinha um monte de gente no palco, não sei pra quê era uma bosta sem limites, e nenhum tinha um presença em palco. Agora vamos dizer a banda Slipknot, tirando o do samples, todos possuem uma presença no palco fazendo aquelas loucuras, não digo que deve ser assim, igual, mas tem de ser em um esquema que expresse o que a sua banda quer passar.
  4. Roupas, instrumentos e tudo mais… Pra que vc compra uma 14-02-08_153802.2guitarra tipo, vamos dizer, hard rock  ou então se vestir como um metaleiro diabólico pra tocar emo? Entende isso é totalmente distoante como que se quer apresentar.
  5. Nome, nome é uma coisa que vai te identificar em qualquer lugar que for. Já viu por aí alguma banda famosa com o nome de 13mil Watts?? (é a única que eu lembro de tão ridícula) Então procure um nome que queria passar o que todos os intregantes querem transmitir e que tenha uma essência legal. Ah, a logo da banda tambem tem de ser boa e de fácil leitura, pois logo de letra de médico nem o diabo entende.
E tambem chega disso né? Acho que um post na internet não vai agradar esses “emuxus” filhos do “Exu Cor de rosa”, nada contra o rosa, pois esse blog não cita suas bandas queridas positivamente. Mas são eles que precisam ler isso para aprenderem que não é só chegar no palco tocar qualquer merda e pronto.

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Se quiserem uma versão mais animadinha e sem grosserias, que eu acho que não tem (muitas, kkkk), acesse o link da Mundo Estranho.

Para finalizar as imagens são extremamente ilustrativas e construtivas se quiserem reclamar fiquem a vontade.

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