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O rock plastificado da mídia reacionária.

Postado por Renan Tambarussi segunda-feira, 21 de janeiro de 2013 0 comentários


 "Um alerta."


     A mídia reacionária que lucra em todos os lugares com a música popularesca, com os breganejos universitários da vida tenta de forma sistemática tomar conta de TODOS os segmentos da sociedade. Sua missão: “destruir o espírito crítico”!

     Não obstante, já terem reciclado toda aquela plasticidade dos anos 90 e com uma nova roupagem cuspido na cara dos nossos jovens esse show de embustes, agora é a vez do rock passar por esse processo. Eu digo “agora”, porém, como dito no inicio do texto, foi um trabalho sistemático dessas corporações para chegarem onde estão.

    Olhemos para os exemplos mais clichês. Fresno, Nx Zero, ambos começaram como bandas mela-calcinha pop que quando se viram beirando o ostracismo reformularam sua postura e começaram a sair nos cartazes vestidos de preto, com canções supostamente mais sérias. Há um hype em cima dos meios de comunicação sobre essas bandas.

 "Nosso som é um rock descontraído e bem alegre!"

 "Agora estamos com uma nova proposta de um rock bem encorpado e audacioso!"

    Um outro bom exemplo é essa UOL 89FM, a rádio rock que de rock meus caros – faz-se bom alvitre dizer – não tem nada!

    Nota-se uma clara inclinação para o pop. A 89FM parece na verdade apresentar certo nojo do rock sempre substituindo-o por esses indies experimentais de dois acordes sem contexto algum. Aliás, é bom salientar que a desculpa pra quem não sabe fazer música atualmente é dizer que pertence ao indie. Desde quando falta de inteligência pra criar música é criatividade musical?

    A mídia reacionária faz pressão pra tentar reter o público que vêm perdendo desde que os blogs se comprometeram desmascarar esse saudosismo dos anos 90, década da supremacia dessas mídias no gosto cultural das massas.

    Abram os olhos. O rock n’ roll se reconhece de longe! Mantenham distância desses embustes.

Abra a boca e feche os olhos!

Postado por Renan Tambarussi segunda-feira, 14 de janeiro de 2013 5 comentários




 E o post de hoje é sobre manter a pose.

   Por mais que eu reflita, eu não consigo entender o fato de cada vez mais as pessoas gostarem de produções musicais passivas, pretensiosas e cheias de afetação. Há por aí uma doença se espalhando levando as pessoas a consumirem sem questionar produtos que não passam de um completo embuste. Uma falcatrua óbvia. Óbvia! “Só os profetas enxergam o óbvio” dizia Nelson Rodrigues sobre coisas que pairam ululando bem debaixo do nosso nariz. Tão debaixo que não conseguimos ver e passamos incólumes com uma superioridade imbecil.

   Thiago Pethit, For Fun, Tiê, Interpol, Lana Del Rey, Sabonetes no Circo (hein?) e muitos outros que desembocam em uma lista de horrores da música. Eu vejo conhecidos se entregando aos montes a essa grande patuscada comercial. Produções passivas, como eu disse, pois não se comprometem com a elaboração de um produto consistente e inovador. Pretensiosas porque querem passar uma imagem de erudição ou gosto refinado que de forma alguma existe. Jovenzinhos barbudos com vestimentas vintage? Profundos estudiosos (sic) do cinema clássico? Já ouvi isso onde mesmo? Afetação sim, pois toda a proposta que suas mascaras prometem simplesmente não existem, e as pessoas continuam a cair nessas armadilhas.

   Estou farto desses jovens pretensiosos e suas bandas igualmente pretensiosas. Pessoas de conhecimentos “wikipédico” e seus instrutores vloggers. Criticam a tv por ser um instrumento alienante mas trocam seis por meia dúzia ao ficarem consumindo essas baboseiras espalhadas por malucos vlogueiros.
 Tem gente que engole tudo o que dizem por aí.
   O rock não escapa disso também, vide as diversas bandas de indie rock que surgem por aí todas cheias de pose e seus fãs também cheios de pose.

   É preciso educar-se! É. Talvez seja isso mesmo. Com o facebook fica muito fácil curtir a página do Salvador Dali e sair dizendo que é admirador das artes surreais. Mas o tutano de base que é bom a maioria não tem. Ler sobre vida e obra do Dali a pessoa não faz. No máximo assiste cinco minutos de um vídeo sobre Dali de algum vlogueiro por aí. E isso pode acabar se estendendo ao mundo da música, e os fãs acabam vivendo a partir da pose da sua banda preferida.

   Mas é isso aí, toda geração tem o embuste que merece.

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