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Renan Tambarussi
segunda-feira, 3 de junho de 2013
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Que Freddie Mercury foi dono de uma das mais belas vozes da história do Rock, isso ninguém discute. Mercury segurava como poucos uma plateia de mais de 100.000 mil pessoas, só não voltava morto porque o público não aguentava e cantava cada música. Durante todos esses anos o Queen se mostrou uma das bandas mais consistentes em palco, e não só era o vocalista que segurava as pontas, Brian May, John Deacon e Roger Taylor eram tão grandes quanto.
Ultimamente saiu pelo youtube algumas compilações de gravações realizadas pelo Queen. E o protagonista foi Mercury, que em cada vídeo traz um clássico da banda, cantado somente pela voz do músico.
Isso sem dúvidas marca um talento de uma época em que a tecnologia estava muito distante dos dias de hoje. O maior exemplo foi que a banda gravou a ópera de " Bohemian Rhapsody " do épico A Night at the Opera ( 1975 ) em centenas de dias e takes. De fato, não é para qualquer banda.
Falar da história do Queen e todo seu legado é perda de tempo, pois todos nós já sabemos de sua importância. Agora, para vocês não perderem a viagem, vejam a pérola " Somebody To Love " como você nunca ouviu.
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Renan Tambarussi
terça-feira, 27 de novembro de 2012
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Um misto de balada com um belíssimo solo de guitarra, ópera e hard rock resultou em uma das mais famosas canções da história do rock mundial. “Bohemian Rhapsody” faz parte do álbum “A Night at the Opera” e foi composta em 1975 por Freddie Mercury, que escreveu a maior parte da letra em sua casa em Holland Road, Kensington, na zona oeste de Londres.
O guitarrista Brian May afirmou que a banda viu o projeto de Mercury para a música como algo intrigante e original, e que merecia ser trabalhado. Disse também que grande parte do material do Queen era escrito no estúdio, mas este já estava na mente de Freddie desde o fim da década de 1960. Ele costumava tocar no piano partes de músicas que estava escrevendo, e uma de suas peças, “The Cowboy Song”, continha trechos como “Mama, just killed a man” que acabaram na versão completa.
As gravações começaram em 21 de agosto de 1975, no Rockfield Studios. Por ser uma música elaborada, foram necessárias várias etapas e a junção foi feita usando a batida da bateria para manter todas as faixas sincronizadas. May, Mercury e Taylor passaram de 10 a 12 horas por dia, continuamente, gravando suas partes vocais. Como os estúdios da épica ofereciam fitas analógicas com apenas 24 canais, foi necessário que os três gravassem a si mesmos muitas vezes e então juntassem tudo em submixagens. Foram utilizadas fitas de até oitava geração. Elas tiveram que ser cortadas com gilete e montadas na sequência correta usando fita adesiva. Todos esses fatores fizeram com que o single de “Bohemian Rhapsody” seja considerado o mais caro já produzido na história da música popular.
Há muita especulação sobre o significado da música, mas Mercury nunca revelou seu verdadeiro sentido, apenas disse que se tratava de relacionamentos. Alguns falam que ela reflete problemas que ele atravessava em sua vida pessoal, outros afirmam que ela apenas conta a vida de um jovem que cometeu um assassinato. Nem os membros da banda tem essa informação, apenas o Freddie sabia o real sentido daquelas palavras. Quando perguntado sobre o assunto, Brian May disse que provavelmente nunca iríamos descobrir e que, mesmo que ele soubesse, não diria, porque, desta forma, tiraria a capacidade e liberdade de cada pessoa se identificar com a canção, prendendo-a a apenas um sentido. De fato, “Bohemian Rhapsody” é um pouco triste e, em alguns momentos, o tom de voz do vocalista parece querer revelar alguma angústia ou raiva. Uma das poucas certezas a respeito do assunto é que a parte na qual cantam “Galileo” foi para o guitarrista que, além de músico, é também astrofísico.
Foram necessárias apenas 3 horas para a gravação do videoclipe, já que o resto das imagens surgiu através de efeitos de lentes. Inovador para a época, ele foi ponto de partida para a popularização da prática de produzir vídeos para acompanhar o lançamento dos singles, assim podendo ser emitidos na TV.
Uma curiosidade bem interessante é que música que tirou “Bohemian Rhapsody” da primeira posição das paradas do Reino Unido foi “Mamma Mia”, do ABBA. Expressão esta que pertence a canção do Queen. Irônico, não? Outra é que os integrantes da banda e muitos fãs se referem ao clássico como “Bo-Rhap”, apenas para encurtar.
Apesar de ter se transformado em um dos hits mais reverenciados da história, algumas reações críticas iniciais foram fracas. Ainda assim, recebeu inúmeros prêmios, tem sido parodiada e interpretada por diversos artistas. Quando foi lançada como single, ficou no topo da UK Singles Chart por nove semanas, vendendo mais de um milhão de cópias até o fim de janeiro de 1976. Também alcançou o topo das listas em outros países como Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Irlanda e Holanda. A revista Rolling Stone a colocou na 163ª posição da sua lista "The 500 Greatest Songs of All Time", e considerou o seu solo de guitarra como o 20º melhor de todos os tempos. Após alcançar o topo da parada britânica duas vezes: em 1975 e depois da morte de Freddie, em 1991, o sucesso foi intitulado como a melhor música pop de todos os tempos, de acordo com uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha, pelo grupo One Poll, com 10 mil britânicos.
"Vou quebrar algumas ilusões — foi apenas uma dessas músicas que escrevi para o álbum: só a escrevi minha porção de músicas. No início eu quase a rejeitei, mas então ela cresceu. Nós começamos a decidir sobre o single apenas depois. Havia algumas outras — pensávamos na 'The Prophets Song' em certo ponto — mas então 'Bohemian Rhapsody' pareceu ser a escolhida. Houve uma época que os outros quiseram abreviá-la um pouco, mas eu recusei. Se fosse ser lançada, seria por completo. Nós sabíamos que seria muito arriscado, mas tínhamos muita confiança na canção — pelo menos eu tinha. Eu senti, apesar de tudo, que se fosse um sucesso ela ganharia muito respeito. Pessoas diziam 'você está brincando, eles nunca a tocarão, você só ouvirá seus primeiros compassos e então ela se apagará'. Eram muitos versos. A EMI ficou chocada — 'um single de 6 minutos? Vocês devem estar brincando!' O mesmo aconteceu na América — 'Oh, vocês deram sorte no Reino Unido.'" Freddie Mercury sobre “Bohemian Rhapsody”.
"O que você prefere: ouvir “Bohemian Rhapsody” ou fazer sexo?"
Aproveitando o post, gostaria de citar uma matéria publicada recentemente pela Rolling Stone. Com o objetivo de descobrir qual é a relação das pessoas com a música, o estudo de um psicólogo constatou que há algo em canções com a melodia intricada, como a do clássico do Queen, que faz com que as pessoas prefiram ouvi-las a fazer sexo. Leia aqui.
O clássico também ganhou uma versão meme:
Para encerrar deixo uma divertida e genial versão dos Muppets:
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Renan Tambarussi
terça-feira, 20 de novembro de 2012
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Uma fila de pessoas vestindo camisetas estampadas com foto ou alguma alusão a seus ídolos, conversando entre si, dando vida à novas amizades. Depois, a imagem é de todos entregando seus ingressos e caminhando até seus lugares, aguardando ansiosamente pelo ofuscar das luzes. As conversas e risadas dão lugar a escuridão e aos segundos que antecedem a entrada dos músicos no palco, momentos que se tornam eternos em razão da expectativa. O resultado dessa fórmula? Fãs cantando, aplaudindo, se emocionando, solando uma guitarra imaginária e batendo os pés no chão, seguindo o ritmo da música.
Certamente, você diria que o cenário descrito é de uma grande casa de shows, de um estádio ou algo do tipo. Porém, esse é um resumo do meu último dia 13, quando assisti Coldplay Live 2012 no cinema. É isso mesmo, no cinema! Tais atitudes dos fãs poderiam soar surreais se levássemos em consideração o fato de estarem diante de uma tela gigantesca. Entretanto, hoje em dia esses fatores são um atrativo, uma experiência única e diferente, que chama a atenção de amantes de diversos estilos musicais. Cada vez surgem mais notícias informando que determinado show será exibido nos cinemas.
Além de tudo, quando se trata de shows de nomes como Queen, Led Zeppelin e Jimi Hendrix, a experiência se torna ainda mais poderosa, pois boa parte dos espectadores não teve a oportunidade de vê-los ao vivo e a cores. Enxergo isso como uma forma dos fãs se sentirem em uma apresentação da banda. Então você diz: mas os músicos não estão lá, não é a mesma coisa. De fato, não é, mas todos os ali presentes precisaram comprar um ingresso, entrar em uma fila e esperar o show começar. Ainda há algo muito mais forte que isso: a interação. Todos no mesmo local, entrando em sintonia, unidos por uma paixão.
Vou aproveitar para abrir um parênteses sobre o filme do Coldplay. Assisti aqui no Rio de Janeiro, e a empolgação das pessoas da sala foi algo magnífico de se ver, parecia que muitos se sentiam como se estivessem cara a cara com a banda, o mais perto possível do palco, apoiados na grade de segurança. Particularmente, a sensação que tive foi a mesma. Fiquei sabendo que, em alguns lugares, fãs levaram pulseiras coloridas que brilham no escuro, para lembrar as que eram fornecidas para todos os que compareciam aos shows da turnê. Isso é incrível! A diferença é que as pulseiras das apresentações ao vivo eram controladas por computador e piscavam simultaneamente de acordo com determinadas músicas. Ressalto aqui minha admiração: o Coldplay está melhor do que nunca, a Mylo Xyloto Tour é espetacular, muito bem produzida e a banda está tocando formidavelmente.
O filme, já lançado em DVD, também está disponível na íntegra no Youtube:
O próximo registro que será exibido nos cinemas é o show de Jimi Hendrix no lendário festival de Woodstock. O gênio chegará à algumas salas no dia 26 de novembro, véspera do que seria seu 70º aniversário.
Set list:
Message to Love Spanish Castle Magic Red House Lover Man Foxy Lady Jam Back at the House Izabella Fire Voodoo Child (Slight Return) The Star-Spangled Banner Purple Haze Woodstock Improvisation Villanova Junction Hey Joe
Confira o trailer:
Deixo a sugestão, caros leitores. Quem já viveu essa experiência, sabe que vale a pena e, se puder, irá novamente. Quem nunca assistiu nenhum show no cinema, não irá se arrepender. Fica a dica de bons momentos de euforia.
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Renan Tambarussi
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
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Ontem, dia 24 de Novembro, é uma data triste a ser lembrada, pois o mundo perdia uma das grandes vozes da mús
ica, Freddie Mercury, que perdeu sua luta contra Aids.
Farokh Bulsara, mais conhecido como Freddie Mercury, nasceu no dia 5 de setembro de 1946, na localidade da Cidade de Pedra, na ilha Zanzibar, à época colônia britânica, hoje pertencente à Tanzânia, na África Oriental. Seus pais, Bomi e Jer Bulsara, eram indianos da religião zoroastriana. Mercury foi educado na St. Peter Boar
ding School, uma escola inglesa perto de Bombaim, na Índia, onde deu seus primeiros passos no âmbito da canção, ao ter aulas de piano. Foi na escola que ele começou a ser chamado "Freddie" e, com o tempo, até os seus pais passaram a chamá-lo assim.
Depois de se formar em sua terra natal, Mercury e família mudaram-se em 1964 para a Inglaterra, devido a uma revolução iniciada em Zanzibar. Ele tinha dezoito anos. Lá diplomou-se em Design Gráfico e Artístico na Ealing Art College, seguindo os passos de Pete Townshend. Esse conhecimento mostrar-se-ia útil depois, ao Freddie projetar o famoso símbolo da
banda.Algo que poucos fãs sabem é que, na escola de artes em que se bacharelou, Freddie era conhecido como um aluno exemplar e muito quieto. Tinha uma personalidade bastante introspectiva. Concluiu os exames finais do curso com conceito A. Possui uma série de trabalhos em arte visual, hoje disponíveis em alguns sítios na internet.Na faculdade, ele conheceu o baixista Tim Staffell. Tim tinha uma banda na faculdade chamada Smile, que tinha Brian May como guitarrista e Roger Taylor como baterista, e levou Freddie para participar dos ensaios.Em abril de 1970, Tim deixa o grupo e Freddie acaba ficando como vocalista da banda que passa a se chamar QUEEN. Freddie decide mudar o seu nome para Mercury. Ainda em 1970, ele conheceu Mary Austin, com quem viveu por cinco anos. Foi com ela que assumiu sua orientação sexual (Freddie era bissexual) e os dois mantiveram forte amizade até o fim de sua vida. Mary inspirou Freddie na música "Love of My Life", de acordo com declaração do cantor e de seus companheiros de banda, sendo Mary acima de tudo o verdeiro amor dele.Mercury compôs muitos dos sucessos da banda, como "Bohemian Rhapsody", "Somebody to Love", "Love of My Life" e "We Are the Champions"; hinos eloquentes e de estruturação extraordinária. Suas exibições ao vivo eram lendárias, tornando-se a marca da banda. A facilidade com que Freddie dominava as multidões e os seus improvisos vocais envolvendo o público nos shows tornaram as suas turnês um enorme sucesso na década de 1970 e principalmente (enchendo estádios de todo o mundo) nos anos 80.Lançou dois discos-solo, aclamados pela crítica e pelo público.
Em 1991, surgiam rumores de que Mercury estava com AIDS, o que se confirmaram em uma declaração feita por ele mesmo em 23 de novembro, um dia antes de morrer, vindo a falecer na noite de 24 de novembro de 1991, em sua própria casa, chamada de Garden Lodge. Sua morte causou repercussão e tristeza em todo o mundo. A casa de Freddie Mercury, passada por testamento à sua ex-namorada, Mary Austin, recebeu muitos buquês de flores na época e continua a receber até hoje.O corpo de Freddie Mercury foi cremado e por isso infelizmente não existe túmulo para homenageá-lo.Em 25 de novembro de 1992, foi inaugurada uma estátua em sua homenagem, com a presença de Brian May, Roger Taylor, da cantora Montserrat Caballé, Jer e Bomi Bulsara (pais de Freddie) e Kashmira Bulsara (irmã de Freddie), em Montreux, na Suíça, cidade adotada por Freddie como seu segundo lar.Os membros remanescentes do QUEEN fundaram uma associação de caridade em seu nome, a The Mercury Phoenix Trust, e organizaram, em 20 de abril de 1992, no Wembley Stadium, o concerto beneficente The Freddie Mercury Tribute Concert, para homenagear o trabalho e a vida de Freddie.
Curiosidades sobre o mito
• Freddie Mercury, por toda sua vida, nunca soube dirigir qualquer automóvel.
• Freddie tinha uma paixão peculiar por gatos. Essa paixão era tão exagerada que, durante o intervalo de gravações do álbum Innuendo, ele apresentou uma música em homenagem a sua gata, Delilah. O problema é que o baterista, Roger Taylor, não gostou da música e saiu do estúdio, só voltando no dia seguinte. Mesmo assim, a música homônima ao felino foi gravada.
• Seu maior sonho era cantar ao lado de Montserrat Caballé, realizando-o em 1988, com o álbum Barcelona.
• No anime chamado Cromartie High School, há um personagem chamado Freddie, uma paródia do vocalista da banda Queen.
• Freddie também aparece no anime e no mangá Beck - Mongolian Chop Squad, em sonhos tidos pelos protagonistas dos mesmos.
• Freddie nunca se casou com Mary Austin, foram apenas namorados. Mesmo depois de terminarem, continuaram grandes amigos. Grande parte de sua herança foi destinada a ela.
• Morreu no mesmo dia que o baterista da banda Kiss, Eric Carr.
• A banda jamais viajava junto, de avião. Os quatro integrantes viajavam de dois em dois em aviões separados, pois, se o avião caísse, a banda poderia continuar com os outros dois integrantes.
• John Deacon, baixista da banda, era muito próximo a Freddie, tendo dividido várias composições de sucesso com o cantor. Em homenagem ao amigo decidiu se retirar do mundo da música após o final do Queen.
• Sua bebida preferida era champagne.
• Era grande admirador de John Lennon.
• Fã declarado de Freddie, Akira Toriyama, o criador do anime Dragon Ball, fez o professor de baseball de Gohan em homenagem a Freddie.