Mostrando postagens com marcador Paul McCartney. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paul McCartney. Mostrar todas as postagens

Novo álbum de Paul McCartney e shows no Brasil: o que esperar?

Postado por Renan Tambarussi quinta-feira, 18 de abril de 2013 0 comentários



Após uma série de especulações, as apresentações de Sir Paul McCartney no Brasil foram confirmadas. Seguindo a ideia de tocar em estados nos quais ainda não pisou, desta vez o músico estará em Minas Gerais, Goiás e no Ceará. O palco da estéria mundial da nova turnê de McCartney, “Out There”, estará na capital mineira. Pela primeira vez, uma cidade da América do Sul será o ponto de início de uma turnê do músico.  

Em Belo Horizonte, ele terá motivos de sobra para comemorar: os 50 anos do primeiro álbum dos Beatles e as quarto décadas de “Band On The Run”, que foi um marco na banda que formou após o fim do quarteto de Liverpool, os Wings. Certamente, essas datas influenciarão no setlist. Apesar de o próprio McCartney já ter afirmado que uma mudança é difícil, pois existem músicas que não podem ficar de fora, acredito que ele irá surpreender os fãs na escolha do repertório. 


O nome do britânico não sai da boca do povo. Nos últimos dias, surgiram diversas afirmações a respeito do novo disco de Paul McCartney e algumas delas foram desmentidas. O que povoou inúmeras páginas foi a notícia sobre as supostas referências que estariam presentes no álbum. Diferentes fontes diziam que a inspiração do beatle se baseava a nomes consagrados no universo musical como Bruce Springsteen, Eric Clapton e Nirvana, incluindo o funk carioca. Bastou a palavra “funk” dividir espaço com McCartney em uma mesma matéria para pessoas surgirem com pedras na mão, o criticando acidamente.  

Vale a pena abrir um parênteses a respeito das críticas: considerando que ele é um músico com meio século de experiência, creio que devemos esperar e ouvir. Verdade ou mentira, se McCartney resolveu beber na fonte do “batidão carioca”, no mínimo, deve ter feito uma boa pesquisa sobre o gênero. Existe muita coisa ruim no funk? Existe. Ainda mais hoje em dia, o gênero deixou de representar a realidade das comunidades do Rio de Janeiro para fazer apologia ao sexo há tempos, pelo menos é o que acha a mortal que vos escreve. Mas quem foi que disse que não há algo proveitoso que possa ser extraído dele?  

O porta-voz do músico afirmou que as informações que estão circulando na rede são falsas, assim como uma lista com músicas que fariam parte do disco. Entretanto, dentre os nomes das possíveis faixas, “Hosanna” pode ser, de fato, uma das novas músicas de McCartney, ela foi mencionado por Mark Ronson, que está trabalhando na produção do álbum. Duas músicas da falsa lista apresentam artistas convidados: “Down the Road” teria a participação de Dave Grohl, Pat Smear e Krist Novoselic, ex-membros do Nirvana; e “Eye Of The Storm” seria fruto de uma parceria com Springsteen.

Entre boatos e verdades, afirmações e fatos desmentidos, há um nome que aparece há anos em listas falsas de músicas de McCartney: “Blue Skies”. Seu último disco solo foi “Kisses On The Bottom”, que saiu no ano passado. O britânico voltará ao Brasil em maio, com a turnê “Out there”. Estão confirmadas apresentações em Belo Horizonte (Mineirão), Goiânia (Estádio do Serra Dourada) e Fortaleza (Castelão), nos dias 4, 6 e 9, respectivamente.  




“121212” - The Concert For Sandy Relief

Postado por Renan Tambarussi sexta-feira, 14 de dezembro de 2012 0 comentários



Você já havia pensado na possibilidade de ver Sir Paul McCartney cantando com o Nirvana? Algo que poderia ser inimaginável se concretizou em um momento histórico. No apocalíptico 12/12/12, pessoas de diversos cantos do planeta acompanharam a transmissão do “121212 - The Concert For Sandy Relief”, evento beneficente que aconteceu no Madison Square Garden, em Nova York. 

Foram escalados vários nomes de peso para fazer parte do evento que arrecadou fundos para o "The Robin Hood Relief Fund", organização que, nos primeiros momentos, ajudou as vítimas do furacão Sandy doando comida, água e cobertores, entre outras coisas, aos moradores de Red Hook, Coney Island, The Rockaways e outras áreas da região.


A abertura do espetáculo ficou por conta de Bruce Springsteen & The E Street Band, que fizeram o público cantar em coro com a canção "Land of Hope and Dreams", seguida por "Wrecking Ball", um breve discurso sobre a destruição causada pelo furacão e, em sequência, uma performance de "My City in Ruins".

The Boss encerrou a apresentação chamando Jon Bon Jovi ao palco e, juntos, cantaram “Born to Run”, um dos maiores e mais belos sucessos de Springsteen. Foi incrível ver a energia que os dois conseguiram transmitir, ainda mais desfrutando da banda esplendorosa que acompanha Bruce.



Confira o vídeo:



Roger Waters foi o segundo artista a se apresentar. “In the Flesh” foi o primeiro sucesso, no qual ele emendou “Another Brick in the Wall”, com direito a crianças no palco, como na turnê “The Wall”, que passou pelo Brasil em março. Ainda seguindo algumas características da turnê, Jean Charles de Menezes, brasileiro assassinado pela polícia no metrô de Londres, em 2005, ao ser confundido com um terrorista, foi homenageado.

O britânico continuou no palco e interpretou “Money” e “Us & Them”, de forma incrível, harmoniosa e contagiante, como sempre. Para encerrar, Waters convidou Eddie Vedder ao palco e fizeram um dueto.


O sucesso escolhido foi “Comfortably Numb”. Vedder assumiu de forma impecável os vocais que, na canção original, eram cantados por David Gilmour. O vocalista do Pearl Jam demonstrou uma grande sintonia com Roger Waters e, como sempre, emocionou com sua voz. 


Jon Bon Jovi voltou ao palco, mas agora com sua banda. “It's my Life”, “Wanted Dear or Alive” fizeram parte de um belo set list. Outro sucesso que levou ao público foi “Livin' on a Prayer”, que fez todos os que estavam ali presentes cantarem e, creio eu, que também invocou o coro de milhões de telespectadores ao redor do mundo. 


A dupla de Nova Jersey se encontrou no palco do Madison Square Garden novamente. Bruce Springsteen e Bon Jovi cantaram “Who Says You Can't Go Home”.


O próximo astro da noite foi Eric Clapton, que começou sua apresentação em companhia de seu violão, interpretando “Nobody Knows You're Where Down and Out”. As outras músicas que entraram no set de Clapton foram “Got to Get Better in a Little While” e “Crossroads”. 


Os Stones subiram ao palco e tocaram duas músicas: “You Got Me Rockin e “Jumpin' Jack Flash”, míticos, para variar. A apresentação da banda ainda teve direito a uma piada de Mick Jagger, dizendo que essa foi provavelmente a maior reunião de velhos músicos ingleses tocando juntos no Madison Square Garden. 


Após a performance da cantora nova iorquina Alicia Keys, a próxima banda de rock que se apresentou foi The Who. Impossível ficar parado ao som dos britânicos, não tem como não vibrar com algumas músicas e introduções, como a do clássico Baba O'Riley. 


Foi uma apresentação cheia de gás e energia, com a participação da platéia que cantou junto, seguindo os comandos de Roger Daltrey. Foi uma apresentação cheia de gás e energia, com a participação da platéia que cantou junto, seguindo os comandos de Roger Daltrey.


Após o magnífico show do Who, o rapper Kanye West fez sua participação no concerto. Depois, chegou a vez de Billy Joel e ele foi espetacular. “Miami 2017”, “Movin' out”, “New York State of Mind”, “The River of Dreams”, “You May Be Right” e “Only the Good Die Yong” foram as canções escolhidas. 


O vocalista do Coldplay, Chris Martin deu continuidade à maravilhosa sequência de performances. Ele subiu ao palco impecavelmente vestido em seu terno, carregando um violão em mãos para uma bela e agradável versão de “Viva la Vida”. 
 
Em seguida ele anunciou uma surpresa mais que especial: Michael Stipe, do R.E.M.. Eles cantaram “Losing my Religion”, um dos maiores sucessos da banda de Stipe. Chris encerrou com “Us Against the World”, no piano.



Eis que chega o gran finale! Sir Paul McCartney sobe ao palco com o carisma e a simpatia de sempre, acompanhando por sua “fantástica banda”, como ele mesmo gosta de chamar. Acompanhando por seu Hofner, ele iniciou seu show com a lendária “Helter Skelter”, seguida por “Let Me Roll It”, “1985”, “My Valentine” e “Blackbird”.


Paul estava comandando a festa, animando o público de um jeito que só ele sabe fazer, até que convocou alguns músicos para dividir o palco com ele: Dave Grohl, Krist Novoselic e Pat Smear. Era o Nirvana liderado por McCartney. Fantástico! Juntos, mostraram ao mundo a nova canção “Cut Me Some Slack”, que será trilha sonora do documentário de Grohl, “Sound City”.


Confira o vídeo:


Você deve estar perguntando: que instrumento é esse nas mãos de Paul? É uma guitarra de caixa de charutos (Cigar Box Guitar), primeiro instrumento do blueseiro Blind Williw Johson. 


A banda do beatle voltou e eles continuaram com “I've Got a Feeling” e finalizaram com a literalmente explosiva “Live and Let Die”. Quem disse que o Sir saiu do palco? Alicia Keys retornou para encerrar o concerto com “Empire State of Mind” enquanto alguns oficiais foram chamados. Vale a pena assistir ao vídeo, é impagável vê-lo se divertindo, fazendo essa farra, como se fosse o mesmo garotão de 50 anos atrás. 


Ao longo do concerto, alguns humoristas, estrelas do cinema e da TV também pisaram no palco. Oator e comediante Adam Sandler fez uma paródia da música “Hallelujah”. 


Billy Crystal brincou com os espectadores, dizendo que muitos deles estariam preocupados com o final da série “Homeland”,que terá sua segunda temporada encerrada domingo (16). Leonardo DiCaprio, Chris Rock, Whoopi Goldberg e Susan Sarandon subiram ao palco e falaram sobre a tragédia, e também atenderam telefonemas de doadores em um salão, ao longo da noite. 

Os ingressos para o “121212 - The Concert For Sandy Relief” se esgotaram rapidamente e alguns foram revendidos na internet por até 10.000 dólares. Milhares de pessoas ainda vivem sem energia elétrica e água quente na região de Nova York. O número de moradores que perderam suas casas é grande e a situação torna-se preocupante com a aproximação do inverno. Os prejuízos estão em torno de U$82 bilhões.

Para quem quiser assistir pela primeira vez, rever e/ou baixar, encontrei algumas apresentações na íntegra:


                                                                 Paul McCartney
                                                                
                                                                  Roger Waters

                                                                  Rolling Stones

                                                                   Chris Martin


Clipe da semana especial - Introduções

Postado por Renan Tambarussi terça-feira, 4 de dezembro de 2012 0 comentários

O clipe da semana especial de hoje vai agregar algumas das introduções mais marcantes, eletrizantes, arrepiantes e conhecidas de um universo chamado rock n' roll.


Para começar, temos um clássico do The Who. Particularmente, quando penso em introduções, a primeira música da qual me lembro é “Baba O'Riley”. O looping do sintetizador de Pete Townshend é genial e bastante pegajoso. Vale citar uma curiosidade sobre a faixa que, frequentemente, é designada a fazer parte da trilha sonora de algum produto audiovisual, como o seriado CSI New York: o título é uma homenagem a Meher Baba — guru indiano que fez voto se silêncio e nunca mais pronunciou uma palavra até o dia de sua morte — e Terry Riley — compositor californiano de música experimental, que inspirou a construção da canção.


Continuamos com “The Song Remains the Same”, do Led Zeppelin. É uma das obras que não podem ficar de fora de listas como esta, ela é fabulosa! Realmente, os anos se passaram e a canção continua a mesma.




Thunder! Mais uma que não poderia ficar de fora: “Thunderstruck”, do AC/DC. Que atire a primeira pedra quem nunca se pegou solando uma guitarra imaginária, junto com o riff de Angus Young, na introdução dessa música!


Fazendo um passeio pela década de 60, encontramos a agradável “California Girls”, dos Beach Boys.


É no frenético ritmo do Iron Maiden que “Aces High” descreve o discurso de Winston Churchill, convidando os ingleses para a batalha. As guitarras simulam os “mergulhos” das aeronaves nas lutas entre a Royal Air Force britânica e a Luftwaffe, de Hitler. Essa intro é ou não é excepcional?


While My Guitar Gently Weeps” traz os garotos de Liverpool à lista. A belíssima composição de George Harrison tem uma introdução que emociona beatlemaníacos de diferentes gerações.


O assunto da vez é pesadelo. E é assim que o Metallica aparece, com “Enter Sandman” e sua intro, dando um ar sombrio à música.


Mark Knopfler e companhia não poderiam ficar fora da lista. Os britânicos do Dire Straits entram com a memorável “Money for Nothing”. A mistura da voz de Sting com um teclado e uma explosiva entrada de bateria criou uma das melhores introduções da história do rock. Uma palavra que a resume bem é: empolgante. Vale ressaltar que o videoclipe foi um dos primeiros feitos utilizando computação gráfica e o primeiro clipe exibido pela MTV Europe.


Outra década que merece um destaque é especial é a de 1950, com “Johnny be Good”, de Chuck Berry.


A próxima é a orgasmática canção interpretada por Derek and The Dominos: “Layla”. A introdução abre as portas de um lugar mágico, que possui uma trilha sonora com uma melodia incrivelmente contagiante e, quando parece que a música vai acabar, ela dá outra pancada extasiante e a vontade é de ouvir mais e mais.  


O Rush também não poderia ficar de fora. O power trio canadense leva o público à loucura com “YYZ”. Prestem atenção na qualidade musical que está contida na introdução e, é claro, no restante da música.


Com vocês, o clássico dos clássicos! Mais uma vez, o Led Zeppelin entra na lista. Agora, com “Stairway to Heaven”. É, sem sombra de dúvida, a introdução que faz com que os fãs subam os degraus do paraíso. 


Outra introdução bem famosa é a antológica “Smoke on the Water”, do Deep Purple.  


Milhares de fãs pulando ao som de uma melodia contagiante. A emoção de ouvir a introdução de “Where the Streets Have no Name”, dos irlandeses do U2, é única. Difícil mesmo é não tirar os pés do chão!


Paul McCartney aparece novamente, porém, com os Wings. A introdução do clássico “Band on the Run” causa uma grande euforia até hoje, quando o Sir sobre no palco empunhando seu baixo e interpretando uma de suas canções que se tornaram trilha sonora de milhões de fãs ao redor do mundo.


O rock progressivo continua muito bem representado. Agora é a vez do Pink Floyd, com “Time”. Sua introdução é simplesmente arrepiante.  


Para encerar, deixo com vocês o sucesso dos Scorpions, “Rock You Like a Hurricane”.


Essas foram apenas algumas das que fazem parte da vasta lista das introduções mais aclamadas pelos fãs do bom e velho rock. É claro que você, leitor, conseguirá acrescentar mais algumas que não foram citadas. Quais músicas merecem destaque quando o assunto é introdução?

Paul McCartney curtindo e dançando em show de Lady Gaga

Postado por Renan Tambarussi terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 1 comentários


O ex-beatle foi assistir e prestigiar a artista pop, sentando-se ao lado dos fãs de Gaga que também estavam lá para curtir a noite. Em determinado momento, após gritos ao ser reconhecido, McCartney virou e acenou aos presentes (foto).

Paul McCartney também, durante o show, se levantou (junto à pessoa que aparenta ser sua namorada, Nancy Shevell) e começou a dançar, como pode se ver no vídeo abaixo.



O show, pertencente à turnê Monster Ball, será seguido de outro que acontece nesta terça, 22, e ambos serão registrados pela HBO, para um especial da cantora que será exibido em 7 de maio, nos Estados Unidos.



Entrevista com Paul McCartney

Postado por Renan Tambarussi domingo, 7 de novembro de 2010 0 comentários



No dia 05 a revista Rolling Stone fez um entrevista exclusiva com Paul McCartney, que está prestes a fazer um show em porto alegre.


Abaixo, um trecho da conversa que poderá ser lida integralmente na edição 50 da revista Rolling Stone(nas bancas a partir de 8 de novembro):


Como funciona a sua seleção de repertório para as turnês? Você tem mais de 50 anos de músicas para escolher. Certamente muita coisa fica de fora. Você sofre fazendo isso?
Não é ruim, é um processo meio interessante. Eu começo pensando: "Se eu fosse a esse show, o que eu gostaria de ouvir a banda tocar? O que eu gostaria de ouvir o Paul cantar?" Começo com essa lista, e há algumas canções que são meio óbvias. Eu provavelmente gostaria de ouvi-lo cantar "Let It Be"... Esse tipo de coisa. Então existe essa lista das que você não poderia deixar de fora. E aí surge uma segunda lista, de coisas novas que podemos fazer para surpreender a plateia, para manter as coisas frescas. Misturamos essas duas listas. E aí tem uma terceira lista, que tem as músicas que nós gostaríamos de tocar, sabe? Sem nos importarmos com o resto, as coisas das quais simplesmente gostamos. Juntamos tudo isso e ensaiamos todas as músicas que escolhemos, e às vezes os caras da banda dizem: "Oh, talvez devêssemos tentar esta aqui..." Todos podemos sugerir. Depois dos ensaios, vemos quais [músicas] ficaram melhores. Normalmente somos eu e o nosso cara dos teclados, Wix, que é o nosso DM, diretor musical. Na reta fi nal dos ensaios, nos sentamos e vemos qual será o set list e o escrevemos. No último dia de ensaio, tocamos esse repertório para que cada um saiba qual
guitarra [usar], para que os caras da técnica saibam o que está acontecendo. E é assim que fazemos!


Houve uma fase, no começo dos anos 70, quando você não tocava músicas dos Beatles com o Wings...
[Interrompendo] Sim, é verdade.


Como era tocar só músicas novas para um público que talvez estivesse esperando sucessos dos Beatles?
É, bem, foi... Foi muito bom porque determinamos essa regra, já que estávamos tentando estabelecer algo novo com o Wings. Eu queria, antes de tudo, fazer com que o Wings tivesse sucesso por mérito próprio. Eu não queria usar as músicas dos Beatles, queria que tivéssemos uma identidade particular. Depois que conseguimos isso, por volta de 1976, depois do Band on the Run, me senti mais confortável. Mas, sim, você percebia que a plateia gostaria que você tocasse músicas dos Beatles. Só que eu achei que essa seria uma saída fácil e não queríamos fazer isso com o Wings, então criamos a regra para, mais tarde, podermos começar a tocar faixas dos Beatles. Como já fi z isso [no passado], é muito libertador poder fazer o que eu quiser hoje, posso escolher qualquer música. Provei algo.


Por falar em tendências, parece que existe uma nova nas turnês: o Roger Waters está fazendo uma do The Wall (1979), os Rolling Stones já falaram sobre fazer uma do Exile on Main Street (1972). O que você acha disso? Faria algo do tipo?
Quer saber? Eu não me interesso por isso. Já me perguntaram se eu faria o Band on the Run. E eu toco muitas músicas dele, mas... Não sei, sinto que se eu tocasse só esse disco seria uma apresentação interessante, mas haveria tantas músicas que eu teria de deixar de
fora e... Eu não gosto de colocar essa pressão em mim mesmo. Não é uma ideia que me interessa o bastante porque a acho um pouco restritiva. Gosto de poder escolher o que me der na telha, o que eu quiser tocar. Mas acho que faremos algumas coisas agora, com o relançamento de Band on the Run. Acho que tocaremos mais canções do disco. Só que a ideia de tocar só esse álbum... Não sei. Se os Stones tocassem só o Exile, seria uma noite divertida - mas eu provavelmente fi caria meio decepcionado por eles não tocarem "Honky Tonk Women" ou "Satisfaction". Sabe? Eu gostaria de ouvilos tocar essas músicas também.


Tenho uma teoria: se você quisesse, poderia passar o resto da vida sem ter de trabalhar, vendendo autógrafos. Com um por dia, você ganharia cerca de mil dólares a cada 24 horas. Seria só rabiscar um papel, simples assim. Não é um pensamento assustador?
Sim, pense em fazer apenas isso para o resto de sua vida. Quero dizer, como seria tedioso... Entendo o que você quer dizer, mas não dá para pensar assim. Isso passa pela sua cabeça uma vez, você pensa: "É, seria incrível". Mas na verdade não é algo que você gostaria de fazer. Eu amo a música! Música é o que me deixa feliz. Conheci alguém ontem que explicou isso muito bem, ela disse: "Eu não conseguiria respirar sem música". Achei muito legal, disse que entendia o que ela queria dizer. Acho isso muito verdadeiro e acho que muita gente sente isso. É algo mágico que os humanos desenvolveram, é muito especial para muita gente. É algo que cura. Uma das coisas de que mais gosto é quando me encontro com alguém e a pessoa me diz: "Eu estava doente e escutei a sua música, que me fez melhorar". Penso: "Uau! Que legal". 





Rolling Stone

Seguidores

Tecnologia do Blogger.
image
image

Friends

Resources

Photo Gallery