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Clipe da semana especial - Introduções

Postado por Renan Tambarussi terça-feira, 4 de dezembro de 2012 0 comentários

O clipe da semana especial de hoje vai agregar algumas das introduções mais marcantes, eletrizantes, arrepiantes e conhecidas de um universo chamado rock n' roll.


Para começar, temos um clássico do The Who. Particularmente, quando penso em introduções, a primeira música da qual me lembro é “Baba O'Riley”. O looping do sintetizador de Pete Townshend é genial e bastante pegajoso. Vale citar uma curiosidade sobre a faixa que, frequentemente, é designada a fazer parte da trilha sonora de algum produto audiovisual, como o seriado CSI New York: o título é uma homenagem a Meher Baba — guru indiano que fez voto se silêncio e nunca mais pronunciou uma palavra até o dia de sua morte — e Terry Riley — compositor californiano de música experimental, que inspirou a construção da canção.


Continuamos com “The Song Remains the Same”, do Led Zeppelin. É uma das obras que não podem ficar de fora de listas como esta, ela é fabulosa! Realmente, os anos se passaram e a canção continua a mesma.




Thunder! Mais uma que não poderia ficar de fora: “Thunderstruck”, do AC/DC. Que atire a primeira pedra quem nunca se pegou solando uma guitarra imaginária, junto com o riff de Angus Young, na introdução dessa música!


Fazendo um passeio pela década de 60, encontramos a agradável “California Girls”, dos Beach Boys.


É no frenético ritmo do Iron Maiden que “Aces High” descreve o discurso de Winston Churchill, convidando os ingleses para a batalha. As guitarras simulam os “mergulhos” das aeronaves nas lutas entre a Royal Air Force britânica e a Luftwaffe, de Hitler. Essa intro é ou não é excepcional?


While My Guitar Gently Weeps” traz os garotos de Liverpool à lista. A belíssima composição de George Harrison tem uma introdução que emociona beatlemaníacos de diferentes gerações.


O assunto da vez é pesadelo. E é assim que o Metallica aparece, com “Enter Sandman” e sua intro, dando um ar sombrio à música.


Mark Knopfler e companhia não poderiam ficar fora da lista. Os britânicos do Dire Straits entram com a memorável “Money for Nothing”. A mistura da voz de Sting com um teclado e uma explosiva entrada de bateria criou uma das melhores introduções da história do rock. Uma palavra que a resume bem é: empolgante. Vale ressaltar que o videoclipe foi um dos primeiros feitos utilizando computação gráfica e o primeiro clipe exibido pela MTV Europe.


Outra década que merece um destaque é especial é a de 1950, com “Johnny be Good”, de Chuck Berry.


A próxima é a orgasmática canção interpretada por Derek and The Dominos: “Layla”. A introdução abre as portas de um lugar mágico, que possui uma trilha sonora com uma melodia incrivelmente contagiante e, quando parece que a música vai acabar, ela dá outra pancada extasiante e a vontade é de ouvir mais e mais.  


O Rush também não poderia ficar de fora. O power trio canadense leva o público à loucura com “YYZ”. Prestem atenção na qualidade musical que está contida na introdução e, é claro, no restante da música.


Com vocês, o clássico dos clássicos! Mais uma vez, o Led Zeppelin entra na lista. Agora, com “Stairway to Heaven”. É, sem sombra de dúvida, a introdução que faz com que os fãs subam os degraus do paraíso. 


Outra introdução bem famosa é a antológica “Smoke on the Water”, do Deep Purple.  


Milhares de fãs pulando ao som de uma melodia contagiante. A emoção de ouvir a introdução de “Where the Streets Have no Name”, dos irlandeses do U2, é única. Difícil mesmo é não tirar os pés do chão!


Paul McCartney aparece novamente, porém, com os Wings. A introdução do clássico “Band on the Run” causa uma grande euforia até hoje, quando o Sir sobre no palco empunhando seu baixo e interpretando uma de suas canções que se tornaram trilha sonora de milhões de fãs ao redor do mundo.


O rock progressivo continua muito bem representado. Agora é a vez do Pink Floyd, com “Time”. Sua introdução é simplesmente arrepiante.  


Para encerar, deixo com vocês o sucesso dos Scorpions, “Rock You Like a Hurricane”.


Essas foram apenas algumas das que fazem parte da vasta lista das introduções mais aclamadas pelos fãs do bom e velho rock. É claro que você, leitor, conseguirá acrescentar mais algumas que não foram citadas. Quais músicas merecem destaque quando o assunto é introdução?

Shows invadem as telonas

Postado por Renan Tambarussi terça-feira, 20 de novembro de 2012 0 comentários


Uma fila de pessoas vestindo camisetas estampadas com foto ou alguma alusão a seus ídolos, conversando entre si, dando vida à novas amizades. Depois, a imagem é de todos entregando seus ingressos e caminhando até seus lugares, aguardando ansiosamente pelo ofuscar das luzes. As conversas e risadas dão lugar a escuridão e aos segundos que antecedem a entrada dos músicos no palco, momentos que se tornam eternos em razão da expectativa. O resultado dessa fórmula? Fãs cantando, aplaudindo, se emocionando, solando uma guitarra imaginária e batendo os pés no chão, seguindo o ritmo da música.

Certamente, você diria que o cenário descrito é de uma grande casa de shows, de um estádio ou algo do tipo. Porém, esse é um resumo do meu último dia 13, quando assisti Coldplay Live 2012 no cinema. É isso mesmo, no cinema! Tais atitudes dos fãs poderiam soar surreais se levássemos em consideração o fato de estarem diante de uma tela gigantesca. Entretanto, hoje em dia esses fatores são um atrativo, uma experiência única e diferente, que chama a atenção de amantes de diversos estilos musicais. Cada vez surgem mais notícias informando que determinado show será exibido nos cinemas.


Além de tudo, quando se trata de shows de nomes como Queen, Led Zeppelin e Jimi Hendrix, a experiência se torna ainda mais poderosa, pois boa parte dos espectadores não teve a oportunidade de vê-los ao vivo e a cores. Enxergo isso como uma forma dos fãs se sentirem em uma apresentação da banda. Então você diz: mas os músicos não estão lá, não é a mesma coisa. De fato, não é, mas todos os ali presentes precisaram comprar um ingresso, entrar em uma fila e esperar o show começar. Ainda há algo muito mais forte que isso: a interação. Todos no mesmo local, entrando em sintonia, unidos por uma paixão. 


Vou aproveitar para abrir um parênteses sobre o filme do Coldplay. Assisti aqui no Rio de Janeiro, e a empolgação das pessoas da sala foi algo magnífico de se ver, parecia que muitos se sentiam como se estivessem cara a cara com a banda, o mais perto possível do palco, apoiados na grade de segurança. Particularmente, a sensação que tive foi a mesma. Fiquei sabendo que, em alguns lugares, fãs levaram pulseiras coloridas que brilham no escuro, para lembrar as que eram fornecidas para todos os que compareciam aos shows da turnê. Isso é incrível! A diferença é que as pulseiras das apresentações ao vivo eram controladas por computador e piscavam simultaneamente de acordo com determinadas músicas. Ressalto aqui minha admiração: o Coldplay está melhor do que nunca, a Mylo Xyloto Tour é espetacular, muito bem produzida e a banda está tocando formidavelmente.

O filme, já lançado em DVD, também está disponível na íntegra no Youtube:


O próximo registro que será exibido nos cinemas é o show de Jimi Hendrix no lendário festival de Woodstock. O gênio chegará à algumas salas no dia 26 de novembro, véspera do que seria seu 70º aniversário.

Set list:
Message to Love
Spanish Castle Magic
Red House
Lover Man
Foxy Lady
Jam Back at the House
Izabella
Fire
Voodoo Child (Slight Return)
The Star-Spangled Banner
Purple Haze
Woodstock Improvisation
Villanova Junction
Hey Joe

Confira o trailer: 
Deixo a sugestão, caros leitores. Quem já viveu essa experiência, sabe que vale a pena e, se puder, irá novamente. Quem nunca assistiu nenhum show no cinema, não irá se arrepender. Fica a dica de bons momentos de euforia.






Enfim, Celebration Day

Postado por Renan Tambarussi sábado, 22 de setembro de 2012 0 comentários



Em 2007 o mundo parou para ver a última apresentação de uma das maiores bandas do Rock. Na verdade não era bem uma banda, era Robert Plant, Jimmy Page e John Paul Jones se reencontrando com seus fãs. Faltou ali, um tal de Bonzo, que sem ele o Led Zeppelin certamente não seria o mesmo, porém, seu filho conseguiu segura - lo bem.

Depois de 5 anos, este show ainda está entalado em minha garganta. Pouco se viu, e os registros não passam de serem amadores. Finalmente será lançado o DVD da apresentação, que também aparecerá no cinema. 

" Celebration Day " chega em Outubro. Sobre a homenagem de Ahmet Etergun, o principal fundador da Altantic Records e descobridor de talentos, o Led Zeppelin matou muita saudade naquela noite. Mesmo quem não estava, sentiu que aquele momento entraria para a história da música mundial. Onde gigantes se despediam.

Confira o Trailer :



 Black Dog :



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Post também publicado em Destroyer

Robert Plant & The Band Of Joy

Postado por Renan Tambarussi sábado, 30 de junho de 2012 1 comentários

Robert Plant & The Band Of Joy lançarão o trabalho “Live From The Artists Den” em Blu-ray e DVD no dia 09 de julho. O show foi filmado no War Memorial Auditorium em Nashville, Tennessee.
Com um total de 16 músicas algo aproximado de 80 minutos, no concerto vemos e ouvimos Robert Plant a revisitar seis clássicos de Led Zeppelin, como "Black Dog", "Houses of the Holy", "Tangerine", "Ramble On", "Gallows Pole" e "Rock and Roll", para além de músicas do álbum que gravou com The Band of Joy em 2010, registo com o mesmo nome. Também se podem ouvir algumas músicas do trabalho a solo de Plant, assim como a "Move Up", composta em colaboração com Jimmy Page.
A formação atual é composta por, Robert Plant nos vocais (a vah), Marco Giovino na percussão, Patty Griffin na voz e guitarra, Byron House no baixo, Buddy Miller na voz e guitarra, Darrell Scott na voz, bandolim, guitarra, acordeão, guitarra havaiana e banjo (o cara ae faz quase tudo kk).


Tracklist de "Robert Plant & The Band of Joy: Live from the Artists Den"

1) "Black Dog"
2) "Angel Dance"
3) "Houses Of The Holy"
4) "House Of Cards"
5) "Cindy, I'll Marry You Someday"
6) "Satan Your Kingdom Must Come Down"
7) "Somewhere Trouble Don't Go"
8) "Tangerine"
9) "A Satisfied Mind"
10) "Move Up"
11) "Down To The Sea"
12) "Ramble On"
13) "Gallows Pole"
14) "In The Mood"
15) "Rock And Roll"
16) "I Bid You Goodnight"


The Best Drummers (for Gibson)

Postado por Renan Tambarussi quarta-feira, 1 de junho de 2011 0 comentários


Bom, a Gibson elegeu os dez maiores bateristas de todos os tempos. Em primeiro está John Bonham(Led Zeppelin) e em segundo,Neal Peart(Rush).

Confira a lista completa em ordem decrescente:

10. Ringo Starr (The Beatles)
9. Stewart Copeland (The Police)
8. Josh Freese (A Perfect Cricle)
7. Ginger Baker (Cream)
6. Mike Portnoy (Dream Theater )
5. Lars Ulrich (Metallica)
4. Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters)
3. Keith Moon (The Who)
2. Neal Peart (Rush)
1. John Bonham (Led Zeppelin)

CD Led Zeppelin IV

Postado por Renan Tambarussi quinta-feira, 6 de janeiro de 2011 0 comentários

De volta à Comissão do Rock,depois de um tempo afastado.Enfim,vamos ao que interessa.


 Nada melhor que começar o ano ouvindo um bom Rock não acham?! Pois bem,hoje irei continuar as resenhas,com o melhor álbum do Led Zeppelin,estou falando de Led Zeppelin IV. 


Autor: Led Zeppelin
Lançamento:1971
Gênero:Hard Rock/Blues

 Na minha opinião, o melhor álbum do Led Zeppelin de todos os tempos,eles fizeram o que tinham que fazer,mostraram porque são até hoje uma das bandas mais aclamadas do Rock mundial. No álbum Robert Plant, Jimmy Page,John Bonham e John Paul Jones colocaram neste grande CD seus maiores clássicos,seus maiores sucessos,enfim,as melhores de Led Zeppelin: "Stairway To Heaven","Going To California","Black Dog","Rock And Roll", "The Battle Of Evermore". 

Set List:

  1. "Black Dog" (Jimmy Page/Plant/Jones) – 4:57
  2. "Rock and Roll" (Page/Plant/Jones/Bonham) – 3:40
  3. "The Battle of Evermore" (Page/Plant) – 5:52
  4. "Stairway to Heaven" (Page/Plant) – 8:0
  5. "Misty Mountain Hop" (Page/Plant/Jones) – 4:38
  6. "Four Sticks" (Page/Plant) – 4:45
  7. "Going to California" (Page/Plant) – 3:31
  8. "When the Levee Breaks" (Page/Plant/Jones/Bonham/Minnie) – 7:08

Curiosidades:
  • Lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame



P.S: post publicado por mim no Blog Rock Music

LED ZEPPELIN

Postado por Renan Tambarussi quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010 2 comentários




INICIO:




Led Zeppelin foi uma banda britânica de rock, formada em setembro de 1968, por Jimmy Page (guitarra), John Bonham (bateria e percussão), John Paul Jones (baixo e teclado) e Robert Plant (vocalista e gaita).





O grupo foi um dos mais populares na década de 1970 e da história do rock. Célebre pela sua inovação e por ser um dos criadores do heavy metal, a banda também incorporou elementos de gêneros como rockabilly, reggae, soul, funk, jazz, entre outros.



Seus álbuns venderam mais de 300 milhões cópias em todo o mundo, (incluindo 109 milhões de vendas nos Estados Unidos). Foram também os únicos a colocar todos seus álbuns no Top 10 da parada norte-americana Billboard.



Desde a morte do baterista John Bonham, em 1980, que colocou fim da banda, o Led Zeppelin reuniu-se em ocasiões especiais. A primeira delas foi em 1985 quando participaram do concerto beneficente Live Aid - com Phil Collins e Tony Thompson (Chic) na bateria. Três anos depois, com Jason Bonham na bateria, tocaram no aniversário de 40 anos da gravadora Atlantic. Em 10 de dezembro de 2007, os três membros originais do Led Zeppelin e Jason Bonham reuniram-se para um tributo a Ahmet Ertegün, fundador do selo Atlantic (morto em 2006), na O2 Arena, em Londres.


História



Princípio:




Originalmente a banda foi formada pelo guitarrista Jimmy Page e pelo baixista Chris Dreja em Julho de 1968 com o nome de "The New Yardbirds" de modo a conseguirem cumprir um contrato feito para a realização de concertos na Escandinávia, assinado antes do último concerto dos Yardbirds. Terry Reid recusou a oferta de Page para ser o vocalista, mas sugeriu Robert Plant, conhecido pelo seu trabalho no grupo "The Band of Joy". Junto com ele veio o baterista John Bonham. Quando Dreja saiu para se tornar fotógrafo, John Paul Jones, estimulado pela esposa, procurou Jimmy Page, a quem conhecia por terem atuado juntos como músicos de estúdio, e se ofereceu para tocar baixo na nova banda. Oferta aceita, estava formado o quarteto que viria a se transformar em uma das mais bem sucedidas bandas de rock dos anos 70.


Após alguns concertos como "The New Yardbirds", a banda mudou o nome para Led Zeppelin. Esse nome surgiu depois que Keith Moon e John Entwistle comentaram que um "supergrupo" contendo eles dois, Jimmy Page e Jeff Beck (que era a idéia original de Page) cairia como um "balão de chumbo" (do inglês "lead zeppelin"). A palavra "lead" é propositadamente mal escrita para que a pronúncia correta seja usada (também poderia ser lida como "lid", que lhe daria outro significado).


Pouco tempo após a sua primeira apresentação (na Universidade de Surrey, Guildford, em 15 de Outubro de 1968) o grupo editou o seu primeiro álbum Led Zeppelin em 1969. Esse álbum resultava de uma combinação entre o blues, o rock e influências orientais com amplificações distorcidas, o que o levou a tornar-se um dos pivôs do surgimento do heavy metal, embora Plant tenha declarado injusta a taxação do grupo como heavy metal, já que aproximadamente um terço de sua música era acústica. No final dos anos 60 e ínicio dos anos 70 a palavra heavy metal tinha uma conotação pejorativa, o que fez com que os artistas rotulados como heavy metal preferissem outros nomes como heavy rock, ou simplesmente rock and roll. O imediato sucesso do primeiro disco foi o pontapé de saída para a carreira da banda, especialmente no EUA, onde eles haveriam de actuar frequentemente, e onde as suas vendas de discos apenas foram suplantadas pelos Beatles. O segundo álbum, chamado simplesmente Led Zeppelin II, editado ainda no mesmo ano, seguiu o mesmo estilo, e incluía o sucesso "Whole Lotta Love", que, conduzido pela secção rítmica, definia o som da banda.


Page e Plant, como outros músicos de rock do cenário inglês, tinham uma formação fortemente enraizada no blues. Assim, o primeiro álbum do Led Zeppelin continha muitas releituras de músicas de blues. Porém, os créditos vinham para os músicos da banda. A história se repete com "Whole Lotta Love", que apresenta grandes semelhanças com "I need Love", de Willie Dixon. A banda foi depois acusada de ter usado as letras sem as creditarem a Dixon, e só 15 anos depois, devido a um processo posto pela "Chess Records", foi feito um acordo e efectuado o pagamento devido, com Willie Dixon sendo creditado nas devidas músicas. Por fim, Dixon acabou se tornando amigo de Page e Plant.


A banda também gostava do rock and roll americano e tocava músicas de Elvis Presley e Eddie Cochran em seus shows. As performances ao vivo do Led Zeppelin com frequencia alcançavam 2 horas ou mais de duração, e em alguns casos, como no "Texas Pop Festival" de 1969, a banda chegou a tocar por 4 horas seguidas.

Para a gravação do seu terceiro álbum, Led Zeppelin III, a banda retirou-se para "Bron-Yr-Aur", uma cabana remota em Snowdonia, no País de Gales, sem electricidade ou água encanada. Isto resultou num som mais acústico (fortemente influenciado pela música celta e a música folk, e que revelou uma face diferente do talento prodigioso de Jimmy Page). Em Novembro de 1970 a "Atlantic Records" editou "Immigrant Song" em single, sem a autorização da banda e contra a sua vontade. Incluía no lado B "Hey Hey What Can I Do". Foram editados mais nove singles, sempre sem a autorização da banda, que via os seus álbuns como indivisíveis. Curiosamente, "Stairway to Heaven" nunca foi editado em single, apesar do seu grande êxito nas rádios. A frustração da banda em relação aos singles provinha do seu empresário Peter Grant, que era um acérrimo defensor dos álbuns, e também devido ao facto da Atlantic ter feito uma reedição de "Whole Lotta Love", que foi cortada de 5:43 para 3:10 minutos. Para além disso a banda sempre evitou aparecer na televisão, preferindo que os seus fãs os vissem ao vivo.



Auge:


As várias tendências musicais do grupo foram fundidas no seu quarto álbum, sem título, que é usualmente chamado de Zoso, Four Symbols ou simplesmente Led Zeppelin IV. Não apenas o álbum não tinha nome, mas o nome da banda também não aparecia em sua capa. O álbum incluía temas como "Black Dog", o misticismo folk de "The Battle Of Evermore" (cuja letra foi inspirada em "O Senhor dos Anéis") e a combinação dos dois estilos em "Stairway to Heaven", um sucesso estrondoso nas rádios, aclamada por muitos como sendo o maior clássico do rock de todos os tempos. O álbum contém ainda uma memorável regravação de "When The Levee Breaks" de Memphis Minnie.


O álbum seguinte, Houses of the Holy, lançado em 1973, continha músicas mais longas e experimentais, com o uso de sintetizadores e arranjos de cordas feitos por Jones em músicas como "The Song Remains The Same", "No Quarter" e "D'yer Mak'er". Esse álbum bateu os recordes de audiência, tendo chegado ser ouvido por mais de 50 mil pessoas. Três concertos no Madison Square Garden foram filmados para a realização de um filme, mas o projecto foi adiado por vários anos.


Em 1974 o quarteto lançou seu próprio selo, a Swan Song Records. Swan Song era o título de uma música do Led Zeppelin que nunca foi lançada, tendo sido gravada posteriormente com o nome "Midnight Moonlight" no primeiro álbum dos "The Firm", banda criada por Page após o fim do Led Zeppelin. Além dos álbuns do próprio Led Zeppelin a "Swan Song" editou álbuns de Bad Company, Pretty Things, Maggie Bell, Detective, Dave Edmunds, Midnight Flyer, Sad Café e Wildlife.


Em 1975 foi lançado Physical Graffiti, o primeiro álbum duplo para a "Swan Song". Este álbum incluía músicas que sobraram dos 3 álbuns anteriores e mais algumas novas. Mais uma vez a banda mostrou a sua enorme diversidade de estilos, que iam do folk e rock progressivo ao heavy metal.


Pouco tempo depois do lançamento de Physical Graffiti toda a produção anterior do Led Zeppelin atingiu a lista dos 200 mais vendidos, o que nunca tinha sido visto anteriormente. A banda embarcou para mais uma turnê pelos EUA, batendo novos recordes de audiência. No fim do ano, tocaram 5 noites seguidas no Earl’s Court (esses concertos foram gravados em vídeo e editados apenas 28 anos depois em DVD). Nessa altura, no pico da sua carreira, eram considerados por muitos como a "A Maior Banda De Rock Do Mundo".


Se a popularidade da banda em palco era impressionante, a sua fama pelos excessos era ainda maior. Eles viajavam num jato particular, alugavam pisos inteiros de hotéis, e tornaram-se objecto de algumas das histórias mais famosas, envolvendo danos materiais a quartos de hotel, aventuras sexuais, abuso de drogas e culto à magia negra.



Últimos anos:


Em 1976 a banda fez um intervalo nas turnês e começou a filmar segmentos fantásticos para o filme ainda não editado. Durante esse intervalo Robert Plant quebrou um tornozelo num acidente de carro; impedidos de fazer concertos, a banda entrou em estúdio para gravar o seu sétimo álbum, Presence. O álbum conquistou disco de platina antes de chegar às lojas, algo inédito para a época, e marcou mais uma guinada no estilo da banda, que abandonou os arranjos complexos dos álbuns anteriores se afastando gradativamente do heavy metal por eles criados. Mas o pior para Plant estaria por vir: durante a turnê do álbum nos EUA, seu filho Karac morreu de uma infecção estomacal.


No final de 1976 sai finalmente o filme The Song Remains the Same e a sua trilha sonora. Embora a gravação do concerto datasse de 1973, esse seria o único documento filmado do grupo lançado oficialmente durante os 20 anos seguintes. Uma curiosidade sobre a trilha sonora desse filme é que o "setlist" do concerto do filme não coincidia com as músicas no álbum: algumas músicas do filme não apareceram no álbum e vice-versa. Esse álbum seria o único disco ao vivo oficial disponível, até a edição de BBC Sessions em 1997.


Em 1978, a banda voltou ao estúdio para as gravações de In Through the Out Door, álbum lançado em 20 de agosto, aniversário de Robert Plant. Esse álbum continha "All My Love", dedicada a Karac, seu filho. Agora eram 8 discos no Top 200 da Billboard e shows com ingressos esgotados por todos os lados, provando que o Led Zeppelin ainda era uma banda forte. Embora o Led Zeppelin nessa época já fosse considerada uma banda antiga, eles ainda arregimentavam uma enorme legião de fãs, tendo esse álbum chegado ao topo da lista dos mais vendidos, tanto no Reino Unido como nos EUA. No entanto há que se notar que o Led Zeppelin desde o álbum Presence e então com In Through the Out Door começava uma série de experimentações que estavam deixando meio de lado o heavy metal que eles ajudaram a criar, seus riffs já não eram tão pesados e marcantes. In Through the Out Door foi um disco onde John Paul Jones e Robert Plant assumiram muito do controle criativo da banda. Jones maravilhado com a aquisição de novos teclados Yamaha acabou por levar a banda para um lado mais progressivo. Nessa época o Reino Unido vivia a ascensão do Punk Rock e o Led Zeppelin cada vez mais distante de seu som avassalador inicial era chamado pejorativamente de dinossauro pelos punks ingleses. Esse tipo de referência pejorativa que os garotos punks faziam ao Zeppelin, somados aos excessos de Jones e Plant nas gravações levaram John Bonham a demonstrar seu descontentamento com o referido disco. Em um pub inglês ele chegou a comentar com Jimmy Page que eles dois (Bonham e Page) deveriam assumir o controle da banda após In Through the Out Door e lançarem um disco pesado para dar combate ao então punk rock inglês, contudo esse fato nunca chegou a se concretizar devido a morte de Bonham em 1980.


Em setembro de 1980 John Bonham morreu asfixiado pelo próprio vômito em um quarto da mansão de Jimmy Page, dando fim à carreira do Led Zeppelin. Depois disso a banda foi desfeita, pois não haveria mais condições de continuar com o nome Led Zeppelin.




Formação


Jimmy Page - guitarra
Robert Plant - vocais, harmónica, Gaita
John Bonham - bateria
John Paul Jones - baixo, bandolim, teclados,

A banda chamava ao seu empresário, Peter Grant, de o "quinto elemento"



Discografia


Álbuns


1969 - Led Zeppelin
1969 - Led Zeppelin II
1970 - Led Zeppelin III
1971 - Led Zeppelin IV (sem título: chamado também: "Four Symbols", "ZoSo")
1973 - Houses of the Holy
1975 - Physical Graffiti
1976 - Presence
1976 - The Song Remains the Same
1979 - In Through the Out Door

Three week hero de P.J. Proby em 1969. A única faixa em que tocam todos juntos é "Jim's Blues".
Após a banda ter deixado de gravar foram editados os seguinte álbuns:

1982 - Coda
1990 - Remasters
1990 - Profiled
1990 - Boxed Set
1993 - Boxed Set 2
1993 - Complete Studio Recordings
1997 - BBC Sessions
1999 - Early Days: Best of Led Zeppelin Volume One
2000 - Latter Days: Best of Led Zeppelin Volume Two
2002 - Early Days & Latter Days: The Best of Led Zeppelin Volumes One and Two
2003 - How the West Was Won
2007 - Mothership


Singles


O Led Zeppelin nunca lançou muitos singles, o que mais tarde não seria necessário visto que alguns de seus maiores sucessos comercias não foram lançados em singles, como Stairway to Heaven e Kashmir (canção).

1970 "Whole Lotta Love"
1969 "Immigrant Song"
1972 "Black Dog"
1973 "D'yer Mak'er"
1975 "Trampled Under Foot"
1980 "Fool In The Rain"
1997 "Whole Lotta Love"


Videografia


Filmes e DVDs:


1976 - The Song Remains the Same
2003 - Led Zeppelin DVD


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