Mostrando postagens com marcador heavy metal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador heavy metal. Mostrar todas as postagens

Brazilian Bands - Kriver

Postado por Renan Tambarussi quarta-feira, 16 de outubro de 2013 0 comentários

Agora uma banda de Recife aqui na Comissão e no quadro Brazilian Bands com a parceria do blog Mines of Metal.  



A proposta da banda é um Heavy Metal bastante tradicional. Aliás, tradicional mesmo. O que quero dizer com isso é o seguinte, quando usamos o termo Metal tradicional, muitas vezes serve para desambiguação com as subdivisões do estilo Thrash, Black, Death, etc. Ou seja Heavy Metal “normal”, puro, feito as primeiras bandas do estilo. Mas as bandas novas de Heavy nem sempre são tão tradicionais. Vários clichês de outras vertentes do Metal vêm (poluindo? Não), vêm sendo usadas por quase todas as bandas de Metal na subdivisão Heavy. Clichês como chuva de pedais duplos, gritos agudíssimos a exaustão, afinações baixíssimas, solos necessariamente ultra rápidos, usar captador EMG 81 (piadinha). Ou seja, dentro do Metal, são bandas Heavy como subdivisão homônima ao conjunto todo, todavia nem sempre são tradicionais. Quando há bandas de Heavy Metal tradicional, aí geralmente são saudosistas, fazendo questão de ter postura, visual, letras e tudo o mais feito as bandas de uma determinada época, geralmente os anos 80 mesmo. E por vezes essas bandas saudosistas, tendem a plagiar bastante o que já foi feito. Têm doido até hoje querendo trocar fita K7!

Agora uma banda de Recife aqui na Comissão e no quadro Brazilian Bands com a parceria do blog Mines of Metal.  




O caso, é que a Kriver é uma banda de Heavy tradicional, sem saudosismo, e de forma alguma é datado. É que essa banda manteve os elementos tradicionais sem maneirismos gratuitos poluindo o som, nem uma obrigação ortodoxa como limite. 

Vamos à cena do crime, a gravação é excelente, de primeira. A banda soa toda coesa com destaque para o vocal, que com técnica excelente, faz linhas vocais bem variadas é a parte mais marcante do trabalho. A interpretação vocal é foda, sem apelação. As vezes rola uns ‘r’ puxado, tipo sotaque romeno à la drácula, achei legal. A voz do Rafael Gorga é bastante agradável, e a interpretação é própria, o elemento que dá mais personalidade a banda. As harmonias vocais também estão presentes e muito bem.

O instrumental apresenta climas com muita dinâmica. As transições instrumentais como um todo são muito coesas, nem são cruas e abruptas, nem tampouco progressivamente chatas. A composição é muito bem feita e cada parte têm seu papel e o que trazer a música.
 

O timbre das guitarras está matador, na medida certa pro estilo e para essas músicas, drive de uma forma que se escuta os acordes abertos, mas corpo para puxar o instrumental. Aliás, o timbre é bastante orgânico, a captação passiva junto da regulagem sem excessos deixa tudo muito natural, nem a compressão da gravação ofusca isso. Até fiquei brincando aqui de diferenciar o timbre do Bruno Oliveira e do Marcelo Neves, a princípio mais evidentes nos solos a diferença, mas depois que se acostuma também nas bases dá pra notar. Indico essa digamos brincadeira, para os mais aficionados por timbres e guitarristas com dificuldade de timbrar. Eu adorei isso na gravação, nada pasteurizado. Não chega a ser tão difícil quanto diferenciar digamos Kerry King de Jeff Hanemann que a primeira escutada são iguais nos primeiros álbuns, nem são timbres descoesos. Com o tempo, mesmo quando os caras variam de captador dá pra sacar ainda quem é quem. Me parece que o Marcelo é o primeiro a solar a maioria das vezes, com um timbre mais macio, com corpo e conciso. Enquanto o Bruno têm um som mais estalado e aberto. Tente prestar atenção nas transições entre cada solo, e o clipe de Gambling With The Reaper vai te ajudar a ver quem é quem. Depois tentem sacar em qual músicas essa ordem se altera.


Mesmo com essas características, os timbres de guitarra apesar de serem muito tradicionais, não são imitações dos velhos sons de guitarra dos anos 80, se o que leu até agora te faz imaginar os velho valvulados britânicos, não é esse timbre como um plágio que vai encontrar, embora também seja um timbre que vai agradar os fãs do passado e totalmente combinando com o estilo. É mais não é, quer entender dê uma chance e vá escutar.

O som da banda me lembra alguns elementos do álbum Somewhere in Time do Iron Maiden, vocal variado, muitos acordes nas bases, solos muito musicais, um som mais cadenciado que rápido, com modulações ditando as partes diferentes. Acaba sendo legal até mesmo porque o vocalista Rafael Gorga não imita o Bruce em momento algum, o que acaba digamos que, permitindo que as guitarras tenham o Iron Maiden como uma influência mais visível em certos momentos, sem comprometer o trabalho da banda. Outro mérito é que eles não estão imitando os riffs do grande Iron, mas sim demonstram uma assimilação muito forte dessa influência, mais até nos solos e passagens em terças que nas bases.
  

As bases além da influência de New Wave Of British Heavy Metal que prevalece, os caras também devem escutar tudo que rodeou o cenário da NWOBHM, antes e depois, como rock clássico, hard, prog e power metal. 

A cozinha é bem firme, talvez um mérito extra para o batera Ricardo Lira por saber muito bem tocar ao Heavy Metal também devagar, e com muita consistência, sem deixar soar punk (erro comum), nem deixar o groove fugir. Não é o que chama a atenção à primeira vista, e talvez seja uma coisa que anda rara, mas que como vemos aqui, não podia ser mais acertado. O uso do pedal duplo não é restrito nem exagerado, acho que estilo seria como se alguém da NWOBHM tocasse até hoje, sem ignorar atual pedal duplo onipresente, mas sem aderir ao modismo a ponto de se descaracterizar. Só prestei atenção nisso após várias audições, mas agora me chama mais atenção o que ta rolando na cozinha quando as coisas não estão rápidas. Guilherme Cordasso completa o time no baixo, com o bom som de dedos nas cordas e marcando cada parte, embora sem firulas se percebe que é a velha escola do baixo e batera fazendo as bases, pois ele toca suas próprias linhas marcando a banda. O mesmo que eu disse pra batera vale para o baixo, após as primeiras audições vemos que o trabalho da cozinha é bastante sólido.Enfim banda recomendada, tá aí um som que fazem como antigamente, não é ultrapassado, não é um plágio e têm toda qualidade.


Em relação ao trabalho anterior, o Ep “Toxic Blood” de 2010, este trabalho demonstra mais personalidade, e também um estilo mais definido. O trabalho anterior que também contava com 5 músicas era bem mais Hard Rock, e as linhas vocais estavam com a personalidade ainda maturando, soando muito bem em timbre e técnica, contudo mais comuns.

Banda que eu recomendo pra quem busca uma alguma novidade e curte a linha NWOBHM, ou só queira ouvir boa música. Aguardamos um CD completo.


Rafael Gorga - Vocais / Marcelo Neves - Guitarra / Bruno Oliveira - Guitarra / Guilherme Cordasso - Baixo / Ricardo Lira - Bateria

Originalmente publicado no blog Mines of Metal

Picture – “Eternal Dark” e um resumo da história da banda

Postado por Renan Tambarussi terça-feira, 20 de agosto de 2013 0 comentários



Década de 1980, o auge da criatividade do universo musical, quando uma safra de bandas invadiu o mundo e álbuns épicos surgiram. A quantidade de lançamentos era imensurável e eles pertenciam a diversos estilos, do new wave ao heavy metal. Muitas delas fizeram sucesso somente com um disco, outras apenas com uma única canção, e depois sumiram para sempre. Talvez seja culpa do grande leque de opções que estava aberto na época. Em meio a esse cenário, estava uma banda holandesa chamada Picture, que surgiu juntamente ao embrião oitentista, para ser mais precisa, em 1979.  

Antes de mais nada, o que me chamou atenção na banda foi a capa do “Eternal Dark”, álbum de 1983. Não fui a primeira e nem a última pessoa que se interessou pelo Picture ao “julgar pelas aparências”, digamos assim. Ao encarar aquela caveira da capa, não consegui pensar em outra coisa, a não ser: “isso deve ser bom, só pode ser bom!”. E, de fato, é!

Ao todo, são nove músicas distribuídas e pouco mais de 38 minutos (que passam voando) de pura energia e excelente qualidade musical. Tudo começa com a faixa-título e seu refrão inconfundível. Ao longo do disco, pode-se perceber um excelente trabalho vocal em faixas como “Into The Underworld” e os fabulosos riffs de “Power Of Evil”. “Griffons Guard The Gold cativa e, em seguida, “Make You Burn” concede ao ouvinte uma viagem dentro de uma batida contagiante. A chave de ouro fica por conta da rápida “Down And Out”, que mostra o peso do som do Picture. É um trabalho que merece atenção.

Nunca vi o CD a venda em lugar nenhum. Nenhum mesmo, não tem. Felizmente, fui presenteada com o arquivo em mp3 (lá estava a foto da caveira) e fui revirar o baú da internet para conhecer mais sobre a banda. Para o bem de todos, o youtube está aí e, nele, o álbum é facilmente encontrado, para ouvir e baixar.


A fama do Picture era a de primeira banda holandesa de heavy metal. Ela se tornou muito popular em países como Alemanha, Itália, México e Japão, e conquistou muitos fãs ao abrir turnês do AC/DC, Saxon (os acompanharam durante toda a turnê européia em 1981), Ted Nugent e Rose Tattoo. Devido ao sucesso e a enorme aclamação do público, os músicos conseguiram assinar um contrato com a Warner, que foi rapidamente rescindido porque a gravadora queria transformar o som da banda para algo mais pop, levando, assim, o Picture até o selo Backdoor Records.

A história da banda possui alguns maus momentos, como uma turnê com o Kiss, que não vingou, e o cancelamento do show que aconteceria no Rock in Rio de 1985. Como muitos outros grupos, o Picture também não tem uma grade disseminação de seu nome dentro do cenário atual, mas está presente na memória de quem viveu a década e também daqueles que têm a oportunidade de conhecer o trabalho que por eles foi deixado.

Após algumas idas e vindas, em 2008 uma formação permanente foi estabelecida com Jan Bechtum, Vreugdenhil Rinus, Bakker Laurens, Rob vanEnkhuizen e Pete Lovell. No ano seguinte, lançaram o “Old Dogs, New Tricks”, que contém 12 músicas de todo o material novo que foi lançado 30 anos a partir da primeira formação do Picture. Ainda em 2009, Jan Bechtum anunciou sua saída e foi substituído por Peter Bourbon. Em 2010, Rob também saiu, dando lugar a Gert Nijboer.

Finlândia: O Paraíso do Metal

Postado por Renan Tambarussi sábado, 13 de julho de 2013 1 comentários

      
  A Finlândia é um país conhecido mundialmente por suas belezas naturais como florestas e lagos e também por ser uma das melhores e mais estáveis economias do mundo. Com aproximadamente 5,3 milhões de habitantes e tendo como capital a cidade de Helsinki, a Finlândia é um belo paraíso gelado no norte da Europa. Bem, a Finlândia é um ótimo lugar pra se viver (se você gosta de frio), mas tem algo que a torna realmente especial, e é o fato de ser o país com o maior número de bandas de Metal por habitantes no planeta. 

  Enfim, chega de babar ovo da Finlândia e vamos para o que interessa, o Metal!
Diferentemente de outros países europeus como a Noruega, por exemplo, onde a cena é focada quase que exclusivamente no Black Metal, a cena finlandesa é bem extensa e abrange praticamente todos os sub-gêneros do Metal, indo do Power ao Death Metal.

  As primeiras bandas de Rock finlandesas surgiram na década de 60 com os pioneiros do Rock Progressivo, Tasavallan Presidentti e Wigwam. A cena finlandesa foi crescendo de forma extraordinária ao longo das décadas e alcançando (como já foi dito antes) todas as vertentes do Metal que conhecemos. Foi a partir da década de 80 que enfim começou o domínio finlandês com as pioneiras Stratovarius (Power Metal) e Tarot (Heavy/Power Metal). De lá pra cá surgiu uma infinidade de bandas de todos os sub-gêneros.

  Algumas das bandas são: Ajattara, Ensiferum, Korpiklaani, Wintersun, Amorphis, Barren Earth, Children of Bodom, Insomnium, Swallow the Sun, Amoral, Stratovarius, Twilight Guardians, Sonata Arctica, Waltari, Finntroll, Wigwam, Tasavallan Presidentti, Omnium Gatherum e Dreamtale.


Amorphis

Ajattara
Korpiklaani

Barren Earth


Children of Bodom

Finntroll
Omnium Gatherum
Swallow the Sun
Insomnium

Nowen
Waltari
Stratovarius
Dreamtale

Witheria

Wigwam
Tasavallan Presidentti
Wintersun
Kalmah
Amoral

    

Eu fico imaginando como será viver em um país que respira Metal como a Finlândia, onde mais da metade da população se diz headbanger. Com toda a certeza deve ser fantástico entrar no seu carro, ligar o rádio e ter à sua disposição várias rádios em que só tocam Metal. É certo que os países europeus valorizam muito a sua música mas a Finlândia é um caso especial e é líder disparado quando o assunto é Metal. Muita gente por aí diz que o fato da Finlândia ser o primeiro em questão de Metal, é porque o país tem o melhor sistema de educação do mundo (sim, é isso mesmo), e por isso tem a população mais inteligente musicalmente falando (presunção talvez). Enfim, o Brasil tem inúmeras bandas boas mas em questão de divulgação é um dos piores do mundo, chegando ao ponto de diversas bandas alcançarem o sucesso em outros países antes de fazer sucesso aqui. Chega a ser ridículo o fato de que se não fosse a internet, muitas bandas nacionais nunca seriam descobertas. Resta saber se um dia o Metal será respeitado aqui tanto quanto é nos países europeus, e claro, em especial na Finlândia.
     
FONTE: WHIPLASH!




            
DMCA.com

Classic Rock - Black Sabbath parte II

Postado por Renan Tambarussi quarta-feira, 2 de março de 2011 0 comentários

Nova fase: surge o famoso Sabbath com Dio
Essa expressão é engraçada. Soa engraçada.
Sabbath com Dio.
Quando estava aguardando o início do show do Scorpions, e algumas músicas iam rolando pra entreter a galera, as primeiras notas de Paranoid começaram a rolar, e um cara ali perto de onde eu estava ficou gritando durante a música inteira "Sabbath com Dio! Eu DJ! Sabbath Com Dio!"
Só um pequeno exemplo da marca profundo que o Sabbath com Dio deixou na história do Heavy Metal.

Assim, chegamos à segunda parte da biografia do Black Sabbath.
Paramos na saída do Mad Man, Ozzy Osbourne.
Ele foi despedido da banda, pois o seu uso abusivo de drogas estava prejudicando a banda, principalmente nas apresentações.
Tony Iommi declarou certa vez que era frustrante ver seu amigo Brian May, apavorando  por aí com sua banda, o Queen, cujo vocalista, o grandioso Freddi Mercury, apavorava com sua voz magnífica e sua presença inigualável, e o Sabbath tinha que se contentar com o Ozzy mal conseguindo cantar de tão chapado.

E na mesma época em que Ozzy era chutado do Sabbath, um certo vocalista aí, Ronnie James Dio, pedia as contas no Rainbow, a banda de Ritchie Blackmore.

E o Black Sabbath ficou desconcertado com a saída de Ozzy.
Se por um lado estava dificil com ele, era pior dificil se imaginar sem ele.
Na época Bill Ward deu entrevistas dizendo que não saberia o que seria da banda, e Geezer estava passando por problemas como depressão vício pesado em drogas.
Os únicos que queriam continuar com a banda eram Tony e Sharon Arden. É, a esposa do Ozzy. Na época ela e seu pai, Don Arden, eram os empresários da banda. Vale lembrar que Don Arden é uma das pessoas mais asquerosas da história da música.

Foi então que Sharon sugeriu conversar com o Dio. Era sabido que ele havia saído do Rainbow, e o cara era bom.
Por que não?!
Dizem que Tony tentou contactar Dio por telefone, mas ninguém atendeu. E ficou nessa mesmo.

Aí, por coincidência mais que conveniente, certa noite, alguns meses depois, em Los Angeles, Tony e Dio se encontraram.
A coisa aconteceu em um restaurante (que aliás pertencia a Ritchie Blackmore!).
Estavam lá Tony, Sharon e mais uns chegados, comendo um torresmo com chouriço e bebendo um canecão de Brahma Choppe quando viram que Dio também estava lá, com sua esposa Wendy.
Deve ter sido mais ou menos assim:
"Ow! Aquele doido ali num é o Dio?"
"Putz, é mesmo!"
"Vamo chamar o cara pra sentar com a gente, véy!"
"Psiu! Ow! Ow doido! Você aí, baixinho! Opa! Hehe! Chega ae!"
"E aê! Sussa?"

E Tony explicou sua situação com o Sabbath.
Dio se identificava com a sonoridade do Black Sabbath, e prova disso eram os covers que ele fazia na época em que cantava no Elf. Muitas vezes ele fechava a noite com War Pigs.
Depois de uma noite agradavel, no dia seguinte Tony ligou para Dio.
"Faaala, doido! Seguinte: to marcando com a molecada aqui na minha casa, vamo passar um som e talz... Num ta afim de colá aqui não? Vai ter umas beras e uns amendoins..."
Mesmo que a intenção não fosse trazer Dio para a banda imediatamente, já que ninguém sabia se o Black Sabbath continuaria, o que ele queria era tocar, fazer um som. Isso é muito bom.

E Dio topou, claro.
Conta-se que Iommi tocou um dedilhadinho, uma ideia para uma canção futura.
Dio: "Legal isso ae, mano!"
Tony: "Ow, valeu, hehe!"
Dio: "Curti mesmo. Vou ali e já volto"
Dio saiu da sala, e voltou minutos depois. Com uma letra escrita. Surge Children Of The Sea, um dos destaques do Heaven and Hell, o primeiro disco do Sabbath com Dio!

Sucesso novamente
Heaven and Hell é um álbum que teve muita influência na história do Metal. Foi um tremendo sucesso de vendas, e fez com que o Black Sabbath voltasse às paradas de sucesso. E os clássicos são excepcionais!
Neon Knights, Heaven and Hell, Die Young e Children Of The Sea são obras lembradas até hoje, só de pensar no álbum.

Dio, como era de se esperar, apavorou a galera nas apresentações. O baixinho tinha carisma! Além de cantar muitíssimo bem!
Algo também marcante foi o afastamento de Bill Ward, que passava por um momento ruim, com a perda dos pais e o alcoolismo. Para o substituir a banda escalou Vinny Appice, só para finalizar a turnê.
Aliás foi na turnê do Heaven And Hell que Dio tornou famoso o nosso unânime gesto dos chifres. \m/

E veio o Mob Rules. Além da faixa título, também é sucesso a incrível Country Girl, e The Sign Of The Southern Cross.
A turnê foi um sucesso, o Sabbath estava de volta nas paradas, mas as coisa não iam tão bem.
A banda acabou se separando em veteranos e novatos. De um lado Tony Iommi e Geezer, e do outro Mestre Dio e Appice, que acabou continuando na banda, e participou das gravações de Mob Rules.

Os problemas começaram a crescer.
Em 1980, ao lado de Heaven and Hell, um álbum não oficial chamado Live At Last, também fazia um seucesso tremendo. Era um bootleg gravado em 1973, com Ozzy.
Para não deixar barato, o Sabbath decidiu lançar um ao vivo oficial. Este seria o Live Evil, de 1982.

Tava feito o rebosteio!
O disco reúne os maiores sucessos do grupo. Porém este álbum só criou problemas.
Iommi e Dio se desentenderam durante a mixagem do disco, a ponto de ficarem sem se falar. Diz a estória, que de dia um vinha e mexia no voluma da guitarra e da voz, e de noite o outro vinha e ajustava ao contrário. Uma guerrinha de egos.

Esse desentendimento fez com que Dio saísse fora. E ele levou Appice junto.

Nascer de novo
E agora, maluco!?
Deu-se a m*rda no Sabbath. Totalmente instável.
Mas nada estava perdido.

Bill Ward retornou, para alegria da galera. Mas... e o vocalista?
Pois é.

Foi complicado. Iommi queria David Coverdale, mas o mestre das cocotas recusou.
Eis que eles se lembram do gritador insano Ian Gillan, que havia saído do Deep Purple, e estava livre, coçando.
E aqui mais uma história engraçada!

Dizem que Gillan se encontrou com Iommi num boteco, para falar disso. Ele acordou no outro dia, e seu empresário lhe contou que ele estava no Black Sabbath, mas ele não se lembrava de nada.
Tinha enchido a cara bonito, e não lembrava de nada da conversa que teve com Iommi. Na cachaça, Gillan é profissional!

Daí surgiu o mal-tratado e judiado Born Again. Um álbum muito bom, na minha opinião, ao contrário do que dizem. Gillan nunca havia cantado de forma tão insana, nem mesmo no famoso In Rock, do Purple. Podemos destacar Disturbing the Priest, Zero the Hero e Trashed.

Teve também o problema da capa, que gerou polêmica, o bebê possuído e malígno.

A formação durou até o fim da turnê, quando Gillan saltou de banda para voltar ao Purple.

Instabilidade e os anos de Tony Martin
No fim da turnê do Born Again, além do Gillan, Bill Ward também saiu novamente.
E a banda passou por um período de instabilidade crônica, com bateristas e baixistas diferentes, e pelo menos três vocalistas. Entre eles Ron Kell, e Dave Donato.
Todos esses problemas encheram o saco de Geezer, que largou os bets e saiu fora também.

Finalmente o ex vocalista e baixista do Purple, Glenn Hughes, foi admitido como vocalista, e Dave Spitz ficou no baixo.
Para a bateria foi escalado ninguém menos que Eric Singer.

Foi assim que nasceu o Seventh Star, de 1986. Apesar dessa baderna toda, o álbum foi muito bem aceito pelos fãs. Mas é apenas um disco solo do Tony Iommi, que saiu com o nome de Black Sabbath featuring Tony Iommi por razões contratuais. Um bom disco solo de Toninho da Guitarra.

Hughes precisou sair da banda no começo da turnê, por problemas na voz, e em seu lugar entrou Ray Gillen, que permaneceu até o meio do processo de gravação do próximo álbum, o Eternal Idol, que conta com o baterista Bev Bevan e o baixista baixista Bob Daisley.

Ray Gillen saiu, e em seu lugar entrou Tony Martin.
Sua performance em Eternal Idol rrecebeu críticas bastante positivas.
E pessoalmente acho que o Tony Martin é dono de uma voz e de uma técnica inigualáveis!

A banda seguiu por momentos estranhos, com a formação mudando a todo momento. Um monte de músicos passaram pelo Sabbath.
E mesmo com essa aparente instabilidade, eles conseguiram lançar o aclamado Headless Cross, que rendeu um vídeo que aparecia direto na MTV, e uma turnê de sucesso.
E para coroar a boa época, veio o álbum Tyr, que vendeu tão bem quanto o anterior, e nos mostrou ainda mais o poder de Tomy Martin.

Amigos da antigas
Iommi achou que seria legal se reunir com a galera do passado, e passar por cima de alguns problemas de convivência.
Convidou seus amigos do Mob Rules, Geezer Butler, Ronnie James Dio e Vinny Appice, chutou os membros atuais, e com essa formação nova/velha gravou o excelente Dehumanizer, que além do sucesso obtido com músicas como After All (The Dead) e TV Crimes, rendeu uma turnê e tanto, que passou pelo Brasil, em 1992.
E no fim da Turnê, foram arranjadas duas apresentações nas quais Ozzy seria o vocalista.

Dois shows de reunião das antigas.
Mas Dio não curtiu e saiu fora de novo.
E no fim Iommi ficou sem Dio e sem Ozzy, e para estas duas apresentações, contou com a ajuda de Rob Halford.

E para o próximo álbum, volta a formação do Tyr, e com Tony Martin arrepiando a espinha da galera com seu vocal matador, veio o Cross Purposes, meu favorito da era Tony Martin.

Essa formação rendeu ainda mais um álbum, Forbidden, de 1995, o último lançamento inédito com o nome Black Sabbath.
A partir daí, o que se viu do Sabbath foram algumas coletâneas e algumas participações no Ozzfest, o festival de metal do Ozzy.

Heaven & Hell
Quando todos esperavam a capitulação da banda, depois de tanta inatividade criativa, eles ressurgiram, com a formação do clássico Heaven And Hell, Iommi, Dio, Butler e Ward.
Deixando o nome Black Sabbath de lado, eles optaram por Heaven & Hell.
Excurcionaram durante o fim de 2006, até que no fim deste ano Ward saiu, por causa do nome novo, segundo dizem alguns.
E adivinhem quem veio para seu lugar?! Ele, nosso amigo Vinnie Appice!

"Legal eles estarem tocando junto! Mesmo! Mas... não vai durar muito, e não vai sair disso..."

Mentira!
The Devil You Know, na cara de todo mundo! Um disco sublime, escuro, pesado, luxuoso, robusto, formidável... Adjetivos positivos não faltam.

E aí vieram o períodos de babaquice.
Ozzy entrou na justiça contra Iommi por causa do nome do Sabbath.
Iommi havia registrado a propriedade do nome da banda para si. Só. É injusto, poxa vida! Todos os integrantes originais deveriam ter esse direito, e receber a grana devida pela marca.
Então é justo o Ozzy reclamar.
Bem, seria, se ele não estivesse exigindo 50% dos lucros e da propriedade do nome, alegando no processo que foi a sua voz "super sensacional mais incrível do mundo" que conquistou a fama para o Sabbath.
Faça-me o favor!
Presunçoso é pouco.
Ano passado, em junho, o processo foi encerrado, mas ninguém sabe qual foi o acerto.

Falecimento do Mestre
E tudo ia bem, até que em maio de 2010 o mundo da música perdeu o grande Mestre Dio, que falaceu vitima de câncer, aos 67 anos.

De lá para cá o futuro da banda é incerto, tanto do Heaven & Hell, quanto do Black Sabbath.
Especulações conta sobre negociações para que a formação original de reúna, e grave um álbum inédito, mas Butler colocou água na cerveja da molecada, e declarou que não haverá nada de formação original nenhum. E ponto final.
Algumas especulações também falam de união da turma do Sabbath com Halford, quando este finalizar a turnê de despedida do Judas Priest. Nada certo.

Agora o que nos resta é o legado monstruoso e incrivelmente vasto desta banda incrível, que influenciou gerações ao longo destas quatro décadas.

Esta foi a biografia da grande banda Black Sabbath.
Ficamos agora com mais três sonzeras!
Ouçam, curtam, comprem os vinis, batam suas cabeças!
\m/
Nós, fãs de Heavy Metal, somos o que somos graças a eles.








Fontes:
Eu Sou Ozzy - Ozzy Osbourne
Wikipedia
Whiplash
Delfos

Classic Rock - Black Sabbath parte I

Postado por Renan Tambarussi terça-feira, 1 de março de 2011 3 comentários

Olá, caros amigos e leitores da Comissão Esmagadora do Rock!
YEAH! \m/
HAIuhaiuha!

Bem, quem me conhece sabe que eu gosto muito de ler.
E nos últimos dias, o livro que estou lendo é Eu Sou Ozzy, autobiografia do grande Ozzy Osbourne.
Isto me inspirou, e decidi elaborar uma pequena série de postagens sobre uma das bandas responsáveis pelo surgimento do Heavy Metal, este estilo de Rock tão amado por todos nós.

"Mas Marlon, isso é uma biografia? Não preciso disso cara, se eu quiser eu vou na wikipedia!"
Não, parceiro. Não se trata apenas de uma biografia. Curto muito esta banda, e o presente artigo, bem como suas sequências, terão como tempero a parcialidade de um fã, e o olhar ligeiramente técnico de um músico amador.

Origens: "Ozzy Zig precisa de uma banda"
Este é o título de um dos capítulos do livro do Ozzy, e também o anúncio bizarro que ele deixou em uma loja.
O guitarrista Anthony "Tony" Iommi e o baterista William "Bill" Ward se interessaram e foram atrás, e depois de trocarem uma ideia, Ozzy foi aceito como vocalista no novo projeto musical que estavam planejando. Ozzy indicou para a banda outros dois integrantes, os guitarristas Jimmy Phillips e Terence "Geezer" Butler.
Estava formada, em 1966, a banda chamada Polka Tulk Blues Band, cujo nome foi encurtado para Polka Tulk. Mais tarde Geezer assumiu o baixo, e a banda contava com o apoio de um saxofonista

A banda começou a fazer nome no seu local de origem, Birmingham, Inglaterra. O entrosamento foi rápido, devido ao fato de que todos eram vizinhos, e Ozzy e Tony eram antigos amigos de escola. E eles tocavam muito, em diversos lugares. Digamos que não recusavam nenhuma oportunidade de trabalho.
Até que decidiram mudar o nome da banda, já que Polka Tulk era o nome de um talco... O.o'
Agora a banda se chamava Earth, e tocava em diversos lugares, fazendo covers de Jimi Hendrix, Blue Cheer, Cream e The Beatles. E graças ao gerente da banda, Jim Simpson, eles conquistaram um espaço aconchegante nos pubs ingleses.

Surge o Sabbath, surge o Heavy Metal
E nesta época, a máquina de riffs conhecida como Tony Iommi estava fazendo experiências com sua guitarra. Andava fazendo riffs mais agressivos, com climas e atmosferas mais densas, "escuras". E este foi só um dos fatores que ajudaram no nascimento do Heavy Metal.
Na época as bandas estavam tocando com o volume no talo, para que o som dos instrumentos fosse maior que o som da plateia. Para isso aumentavam o ganho e tudo o mais, e a sujeira presente nas guitarras foi algo que surgiu disso, essa distorção maravilhosa!
E ainda temos aquela história do cinema.

O estúdio onde eles costumavam ensaiar ficava em frente a um cinema, e algo que intrigava a mente do Mestre Bigoda Iommi era esse interesse exagerado que as pessoas tinham pelos filmes de terror. Faziam filas enormes para ver aquilo. Elas gostavam de sentir medo. E por que não fazer música medo, poxa?! Se isso despertava tanto interesse, não é mesmo?
Isso fez com que ele investisse mais nesses riffs escuros.

Nestes dias, após um curto período de utilização, o nome Earth foi largado para trás, pois já havia uma banda com esse nome. Foi aí que Butler, grande fã de romances e filmes de terror, magia negra, essas coisas, sugeriu o nome sagrado, Black Sabbath. A ideia veio de um um filme do diretor italiano Mario Bava, I Tre Volti Della Paura (As Três Faces do Medo) de 1963, que foi exibido na Inglaterra e nos EUA com o nome de Black Sabbath.
E voilá! Temos aqui a banda que é, na opinião de muitos, a pioneira do Heavy Metal.
Temos outros responsáveis, como Led Zeppelin, Deep Purple, Alice Cooper, entre outros, todos da mesma época.

Mas creio que a faixa Black Sabbath define tudo.
Butler a escreveu assim que a banda mudou de nome, uma letra sobre o diabo, ou coisa parecida, com o clima de terror presente nos seus filmes e livros favoritos.
E para completar, Iommi Riff-Maker utilizou na harmonia desta música o nosso sagrado e malévolo Diabolus in Musica, ou trítono. Neste caso foi uma quinta diminuta. Trítono é um intervalo muscal maldito que a igreja proibiu por alguns séculos, pois é um intervalo que causa extrema tensão e movimento na harmonia.
Soma-se a isso tudo a voz insana de Ozzy, que completa a atmosfera macabra da música.

Insisto na música Black Sabbath por causa da importância tremenda que ela teve para o estabelecimento do estilo Heavy Metal. Muitos defendem que esta foi a primeira canção de Metal da história, e ela sozinha influenciou  um sem-número de músicos.
É também tida como a origem do Doom Metal.

Mas chutando o traseiro de todos esses rótulos malucos, o Ozzy defende que o Black Sabbath era simplesmente uma banda de Blues que fazia música medo, e não esse papo de Heavy Metal. Falou ta falado, champz, se o homem lá defende isso eu concordo, haha!

A faixa foi incluída no primeiro registro da banda, gravado em 1969 e lançado em fevereiro de 1970, com o título de Black Sabbath. Atingiu o Top Ten das paradas inglesas, onde permaneceu por uns três meses, e arrebanhou um punhado de novos fãs.

O disco incluia outros sucessos, como The Wizard e N.I.B., sempre com referências ao demônio e seres das trevas, o que diferenciava o Sabbath do restante dos precursores do Metal, e também acabou criando esse estereótipo demoníaco presente até os dias de hoje no estilo.
Isso fez com que a banda sofresse inúmeras reprovações dos mais conservadores bebedores de ovo maltine, coroinhas abusados por padres e gente que solta pipa no ventilador, que acreditavam que a banda promovia e defendia o satanismo. Mas isso só aumentou o interesse no som da banda, e atraiu um grande número de jovens.

Explosão! O Mundo conhece os Bigodas do Sabbath!
Piadinha tosca, eu sei. Mas o Ozzy era o único que não tinha um bigode sinistro... Enfim.

E aí veio a explosão violenta do Sabbath com o magnífico Paranoid!
Maior sucesso comercial da banda até hoje, rendeu um primeiro lugar nas paradas inglesas, sete discos de platina e um de ouro.

Iron Man, Eletric Funeral, War Pigs, são alguns dos sucessos que atraíram o grande público. Isso sem falar na mais que sensacional faixa título.
Segundo Ozzy, depois de gravarem o material pra o álbum, o cara da gravadora chegou e falou "Ow galera, tem espaço para mais uma música, seria legal se preenchessem..."
"Mas num tem música mais véy!"
"Peraê", sobreveio Tonho da Viola.
Riff simples surgiu, maluco Ozzy resmungando uma melodia, Geezer corre e escreve uma letra doida. Tcharam!
Um hit invicto até hoje...

O sucesso continua
O sucesso do Sabbath continuou com seu terceiro álbum, o Master Of Reality, que conta com os sucessos Children Of The Grave, After Forever e Sweet Leaf, que conta com Iommi tossindo no começo, uma canção aprovada por Bob Marley e a comunidade Rasta!
Alguns consideram este como o disco mais obscuro e introspectivo da banda.
Mas parte do clima obscuro se deve ao fato de que neste álbum a afinação utilizada na guitarra e no baixo dó sustenido, um tom e meio abaixo da afinação tradicional.

Até que as mãos cadavéricas do Rock Progressivo afagaram as mente do Sabbath, e daí surgiu o Black Sabbath Vol. 4, um disco que apresenta um cuidado melódico e hamônico bem maior que os álbuns anteriores. As músicas foram pensadas e estudadas, como um processo diferente do que a banda havia adotado até então.
Destaque para Changes, uma balada marcante, a esmagadora Supernaut, Cornucopia e Snowblind, que fala do principal combustível da banda na época: cocaína.

Sobre a gravação deste álbum, Ozzy narra uma sequência de fatos absurdos! O disco foi criado em uma mansão em Los Angeles. Eles não saíam da casa. Tudo chegava em caminhões. Comida, bebida... drogas, goupies... Imagine o nível de insanidade que imperava nessa casa!

Sabbath Bloody Sabbath tem mais algumas histórias curiosas. Ozzy conta que as canções para este disco foram criadas em uma mansão obscura e mal assombrada no interior da Inglaterra, chamada Clearwell Castle. Devido ao clima escuro e malévolo da casa, eles estavam sempre pregando peças uns nos outros, o que dificultou o processo criativo de Iommi. Sem riff novo não tinha canção nova nenhuma. Mas depois que Toninho da Guitarra superou este problema e elaborou o primeiro riff do disco, o riff de Sabbath Bloody Sabbath, a coisa correu bem, e ele voltou a criar riffs novos a cada minuto.
Iommi contou que certa vez viu um fantasma neste castelo, na época em que ficaram por lá. Sinistro, mas muito Sabbath!

Killing Yourself to Live e a faixa título deste disco são dois destaques, mas o disco inteiro é muito bom, e obteve grande sucesso na época, e representa um ponto alto na carreira da banda.

Nesta época o consumo de drogas pelos integrantes da banda era algo alarmante, e o cardápio incluía maconha, cocaína (arroz com feijão), LSD, e alguns comprimidos. Além do álcool, claro.

Isso não comprometeu a qualidade do álbum seguinte, Sabotage, que nos mostrou como a banda continuou evoluindo, liricamente e harmonicamente. Aqui o Sabbath ainda estava em ótima forma.

Declínio: do Paraíso ao Inferno
Aí vieram os tempos magros.
Technical Ecstasy, de 1976, com seus sintatizadores e suas abordagens audaciosas, foi alvo de críticas e assunto de debates acalorados.
É tido por alguns como o disco mais inventido e original da banda.

E após o fim da turnê do Technical Ecstasy, Ozzy saiu do Sabbath, por causa de problemas pessoais, e também por causa do abuso de álcool e drogas.

De outubro de 77 a janeiro de 78, Dave Walker do Fleetwood Mac, foi o vocalista do Sabbath. Mas esta formação se apresentou apenas uma vez, e gravou um música. Ozzy retornou!

E com Ozzy novamente na banda, o Sabbath gravou o disco Never Say Die, que segue a mesma linha ligeiramente sintética e experimental do álbum anterior, com a presença forte de teclados, o que contou como ponto negativo perante os fãs.

E para completar a época de declínio, Ozzy foi demitido da banda, por causa do abuso de drogas, e de desavenças com outros membros do grupo.

E daqui em diante a formação do Sabbath se manteve instável.

Esta foi a primeira parte da biografia do Black Sabbath!
Confira ainda nesta semana a segunda parte, da entrada de Dio até o Heaven & Hell!

E confira abaixo três músicas marcantes dos anos clássicos do Black Sabbath!





In Extremo

Postado por Renan Tambarussi terça-feira, 4 de janeiro de 2011 3 comentários

E aí galera!

Me chamo Marlon Weasdor, sou o dono do Antro Musical - Weasdor's Lair, um blog sobre música (é lógico!)
Sou o novo colaborador da Comissão do Rock!

E finalizada a brevíssima apresentação, vou falar sobre uma das minhas bandas favoritas, o In Extremo.

In Extremo é uma banda alemã de Folk Metal, mais especificamente Mittelalter-Metal, ou seja, seu estilo musical combina Heavy Metal com músicas medievais tradionais. Para isso eles mesclam instrumentos modernos e tradicionais do Rock (guitarra, baixo e bateria), com instrumentos antigos, como gaitas de fole, harpas, sanfonas e shawn (um instrumento de sopro feito de madeira, popular na era medieval e durante a Renascença), entre outros. Além de suas músicas próprias, o In Extremo tem em suas discografia inúmeras versões para músicas medievais bastante tradicionais, de toda a Europa. Seu material próprio é composto em alemão, embora muitas músicas sejam cantadas em diversos idiomas, como gaelico, espanhol, inglês, norueguês, suéco, latim, alemão arcaico, entre outros.


O In Extremo surgiu da união de duas bandas diferentes, uma de música medieval, e outra de Rock, ambas de Berlim, na Alemanha. Sem nome na época, a banda de música medieval andava fazendo sucesso nas feiras de artigos medievais que aconteciam por ali, já que suas apresentações sempre foram pomposas como faziam os menestréis de antigamente.

Vendo o sucesso de algumas bandas que uniam o folclórico ao Heavy Metal, eles decidiram fazer experimentos neste sentido, tanto que em seu primeiro álbum já constam duas músicas com essa mistura.

As bandas seguiram fazendo apresentações separadas até março de 1997, quando se uniram de vez em um show. Eles estabeleceram esta como a data de nascimento do In Extremo.

Devo destacar a crueza do som da banda, já que seu lado medieval é um tanto profano e secular, ou seja, nada daquelas melodias bonitinhas e suaves, e sim, sons quase tribais, muitos fortes mesmo quando totalmente acústicas. E dá pra banguear à vontade!

E no vídeo abaixo podemos ver o carisma e a presença de palco que a banda tem!
Eles usam muita pirotecnia em seus shows, é animal!
E reparem que antes de a música começar, o público já puxa o refrão, porque Das Letzte Einhorn, o vocalista, aparece vestido como no clipe!



Discografia
1997 - In Extremo Gold
1998 - Hameln ("Hamelin")
1998 - Weckt die Toten ("Acordem os mortos")
1998 - Die Verrückten sind in der Stadt ("Os loucos estão na cidade")
1999 - Verehrt und Angespien ("Honrado e Brigado")
2001 - Sünder ohne Zügel ("Pecadores sem Rédeas")
2002 - In Extremo - Live
2003 - Sieben (Sete)
2005 - Mein Rasend Herz ("Meu Coração Furioso")
2006 - Raue Spree ("Spree selvagem")
2006 - Kein Blick Zurück ("Sem olhar para trás")
2008 - Sängerkrieg ("Guerra de cantores")
2008 - Sängerkrieg Akustik Radio Show

LED ZEPPELIN

Postado por Renan Tambarussi quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010 2 comentários




INICIO:




Led Zeppelin foi uma banda britânica de rock, formada em setembro de 1968, por Jimmy Page (guitarra), John Bonham (bateria e percussão), John Paul Jones (baixo e teclado) e Robert Plant (vocalista e gaita).





O grupo foi um dos mais populares na década de 1970 e da história do rock. Célebre pela sua inovação e por ser um dos criadores do heavy metal, a banda também incorporou elementos de gêneros como rockabilly, reggae, soul, funk, jazz, entre outros.



Seus álbuns venderam mais de 300 milhões cópias em todo o mundo, (incluindo 109 milhões de vendas nos Estados Unidos). Foram também os únicos a colocar todos seus álbuns no Top 10 da parada norte-americana Billboard.



Desde a morte do baterista John Bonham, em 1980, que colocou fim da banda, o Led Zeppelin reuniu-se em ocasiões especiais. A primeira delas foi em 1985 quando participaram do concerto beneficente Live Aid - com Phil Collins e Tony Thompson (Chic) na bateria. Três anos depois, com Jason Bonham na bateria, tocaram no aniversário de 40 anos da gravadora Atlantic. Em 10 de dezembro de 2007, os três membros originais do Led Zeppelin e Jason Bonham reuniram-se para um tributo a Ahmet Ertegün, fundador do selo Atlantic (morto em 2006), na O2 Arena, em Londres.


História



Princípio:




Originalmente a banda foi formada pelo guitarrista Jimmy Page e pelo baixista Chris Dreja em Julho de 1968 com o nome de "The New Yardbirds" de modo a conseguirem cumprir um contrato feito para a realização de concertos na Escandinávia, assinado antes do último concerto dos Yardbirds. Terry Reid recusou a oferta de Page para ser o vocalista, mas sugeriu Robert Plant, conhecido pelo seu trabalho no grupo "The Band of Joy". Junto com ele veio o baterista John Bonham. Quando Dreja saiu para se tornar fotógrafo, John Paul Jones, estimulado pela esposa, procurou Jimmy Page, a quem conhecia por terem atuado juntos como músicos de estúdio, e se ofereceu para tocar baixo na nova banda. Oferta aceita, estava formado o quarteto que viria a se transformar em uma das mais bem sucedidas bandas de rock dos anos 70.


Após alguns concertos como "The New Yardbirds", a banda mudou o nome para Led Zeppelin. Esse nome surgiu depois que Keith Moon e John Entwistle comentaram que um "supergrupo" contendo eles dois, Jimmy Page e Jeff Beck (que era a idéia original de Page) cairia como um "balão de chumbo" (do inglês "lead zeppelin"). A palavra "lead" é propositadamente mal escrita para que a pronúncia correta seja usada (também poderia ser lida como "lid", que lhe daria outro significado).


Pouco tempo após a sua primeira apresentação (na Universidade de Surrey, Guildford, em 15 de Outubro de 1968) o grupo editou o seu primeiro álbum Led Zeppelin em 1969. Esse álbum resultava de uma combinação entre o blues, o rock e influências orientais com amplificações distorcidas, o que o levou a tornar-se um dos pivôs do surgimento do heavy metal, embora Plant tenha declarado injusta a taxação do grupo como heavy metal, já que aproximadamente um terço de sua música era acústica. No final dos anos 60 e ínicio dos anos 70 a palavra heavy metal tinha uma conotação pejorativa, o que fez com que os artistas rotulados como heavy metal preferissem outros nomes como heavy rock, ou simplesmente rock and roll. O imediato sucesso do primeiro disco foi o pontapé de saída para a carreira da banda, especialmente no EUA, onde eles haveriam de actuar frequentemente, e onde as suas vendas de discos apenas foram suplantadas pelos Beatles. O segundo álbum, chamado simplesmente Led Zeppelin II, editado ainda no mesmo ano, seguiu o mesmo estilo, e incluía o sucesso "Whole Lotta Love", que, conduzido pela secção rítmica, definia o som da banda.


Page e Plant, como outros músicos de rock do cenário inglês, tinham uma formação fortemente enraizada no blues. Assim, o primeiro álbum do Led Zeppelin continha muitas releituras de músicas de blues. Porém, os créditos vinham para os músicos da banda. A história se repete com "Whole Lotta Love", que apresenta grandes semelhanças com "I need Love", de Willie Dixon. A banda foi depois acusada de ter usado as letras sem as creditarem a Dixon, e só 15 anos depois, devido a um processo posto pela "Chess Records", foi feito um acordo e efectuado o pagamento devido, com Willie Dixon sendo creditado nas devidas músicas. Por fim, Dixon acabou se tornando amigo de Page e Plant.


A banda também gostava do rock and roll americano e tocava músicas de Elvis Presley e Eddie Cochran em seus shows. As performances ao vivo do Led Zeppelin com frequencia alcançavam 2 horas ou mais de duração, e em alguns casos, como no "Texas Pop Festival" de 1969, a banda chegou a tocar por 4 horas seguidas.

Para a gravação do seu terceiro álbum, Led Zeppelin III, a banda retirou-se para "Bron-Yr-Aur", uma cabana remota em Snowdonia, no País de Gales, sem electricidade ou água encanada. Isto resultou num som mais acústico (fortemente influenciado pela música celta e a música folk, e que revelou uma face diferente do talento prodigioso de Jimmy Page). Em Novembro de 1970 a "Atlantic Records" editou "Immigrant Song" em single, sem a autorização da banda e contra a sua vontade. Incluía no lado B "Hey Hey What Can I Do". Foram editados mais nove singles, sempre sem a autorização da banda, que via os seus álbuns como indivisíveis. Curiosamente, "Stairway to Heaven" nunca foi editado em single, apesar do seu grande êxito nas rádios. A frustração da banda em relação aos singles provinha do seu empresário Peter Grant, que era um acérrimo defensor dos álbuns, e também devido ao facto da Atlantic ter feito uma reedição de "Whole Lotta Love", que foi cortada de 5:43 para 3:10 minutos. Para além disso a banda sempre evitou aparecer na televisão, preferindo que os seus fãs os vissem ao vivo.



Auge:


As várias tendências musicais do grupo foram fundidas no seu quarto álbum, sem título, que é usualmente chamado de Zoso, Four Symbols ou simplesmente Led Zeppelin IV. Não apenas o álbum não tinha nome, mas o nome da banda também não aparecia em sua capa. O álbum incluía temas como "Black Dog", o misticismo folk de "The Battle Of Evermore" (cuja letra foi inspirada em "O Senhor dos Anéis") e a combinação dos dois estilos em "Stairway to Heaven", um sucesso estrondoso nas rádios, aclamada por muitos como sendo o maior clássico do rock de todos os tempos. O álbum contém ainda uma memorável regravação de "When The Levee Breaks" de Memphis Minnie.


O álbum seguinte, Houses of the Holy, lançado em 1973, continha músicas mais longas e experimentais, com o uso de sintetizadores e arranjos de cordas feitos por Jones em músicas como "The Song Remains The Same", "No Quarter" e "D'yer Mak'er". Esse álbum bateu os recordes de audiência, tendo chegado ser ouvido por mais de 50 mil pessoas. Três concertos no Madison Square Garden foram filmados para a realização de um filme, mas o projecto foi adiado por vários anos.


Em 1974 o quarteto lançou seu próprio selo, a Swan Song Records. Swan Song era o título de uma música do Led Zeppelin que nunca foi lançada, tendo sido gravada posteriormente com o nome "Midnight Moonlight" no primeiro álbum dos "The Firm", banda criada por Page após o fim do Led Zeppelin. Além dos álbuns do próprio Led Zeppelin a "Swan Song" editou álbuns de Bad Company, Pretty Things, Maggie Bell, Detective, Dave Edmunds, Midnight Flyer, Sad Café e Wildlife.


Em 1975 foi lançado Physical Graffiti, o primeiro álbum duplo para a "Swan Song". Este álbum incluía músicas que sobraram dos 3 álbuns anteriores e mais algumas novas. Mais uma vez a banda mostrou a sua enorme diversidade de estilos, que iam do folk e rock progressivo ao heavy metal.


Pouco tempo depois do lançamento de Physical Graffiti toda a produção anterior do Led Zeppelin atingiu a lista dos 200 mais vendidos, o que nunca tinha sido visto anteriormente. A banda embarcou para mais uma turnê pelos EUA, batendo novos recordes de audiência. No fim do ano, tocaram 5 noites seguidas no Earl’s Court (esses concertos foram gravados em vídeo e editados apenas 28 anos depois em DVD). Nessa altura, no pico da sua carreira, eram considerados por muitos como a "A Maior Banda De Rock Do Mundo".


Se a popularidade da banda em palco era impressionante, a sua fama pelos excessos era ainda maior. Eles viajavam num jato particular, alugavam pisos inteiros de hotéis, e tornaram-se objecto de algumas das histórias mais famosas, envolvendo danos materiais a quartos de hotel, aventuras sexuais, abuso de drogas e culto à magia negra.



Últimos anos:


Em 1976 a banda fez um intervalo nas turnês e começou a filmar segmentos fantásticos para o filme ainda não editado. Durante esse intervalo Robert Plant quebrou um tornozelo num acidente de carro; impedidos de fazer concertos, a banda entrou em estúdio para gravar o seu sétimo álbum, Presence. O álbum conquistou disco de platina antes de chegar às lojas, algo inédito para a época, e marcou mais uma guinada no estilo da banda, que abandonou os arranjos complexos dos álbuns anteriores se afastando gradativamente do heavy metal por eles criados. Mas o pior para Plant estaria por vir: durante a turnê do álbum nos EUA, seu filho Karac morreu de uma infecção estomacal.


No final de 1976 sai finalmente o filme The Song Remains the Same e a sua trilha sonora. Embora a gravação do concerto datasse de 1973, esse seria o único documento filmado do grupo lançado oficialmente durante os 20 anos seguintes. Uma curiosidade sobre a trilha sonora desse filme é que o "setlist" do concerto do filme não coincidia com as músicas no álbum: algumas músicas do filme não apareceram no álbum e vice-versa. Esse álbum seria o único disco ao vivo oficial disponível, até a edição de BBC Sessions em 1997.


Em 1978, a banda voltou ao estúdio para as gravações de In Through the Out Door, álbum lançado em 20 de agosto, aniversário de Robert Plant. Esse álbum continha "All My Love", dedicada a Karac, seu filho. Agora eram 8 discos no Top 200 da Billboard e shows com ingressos esgotados por todos os lados, provando que o Led Zeppelin ainda era uma banda forte. Embora o Led Zeppelin nessa época já fosse considerada uma banda antiga, eles ainda arregimentavam uma enorme legião de fãs, tendo esse álbum chegado ao topo da lista dos mais vendidos, tanto no Reino Unido como nos EUA. No entanto há que se notar que o Led Zeppelin desde o álbum Presence e então com In Through the Out Door começava uma série de experimentações que estavam deixando meio de lado o heavy metal que eles ajudaram a criar, seus riffs já não eram tão pesados e marcantes. In Through the Out Door foi um disco onde John Paul Jones e Robert Plant assumiram muito do controle criativo da banda. Jones maravilhado com a aquisição de novos teclados Yamaha acabou por levar a banda para um lado mais progressivo. Nessa época o Reino Unido vivia a ascensão do Punk Rock e o Led Zeppelin cada vez mais distante de seu som avassalador inicial era chamado pejorativamente de dinossauro pelos punks ingleses. Esse tipo de referência pejorativa que os garotos punks faziam ao Zeppelin, somados aos excessos de Jones e Plant nas gravações levaram John Bonham a demonstrar seu descontentamento com o referido disco. Em um pub inglês ele chegou a comentar com Jimmy Page que eles dois (Bonham e Page) deveriam assumir o controle da banda após In Through the Out Door e lançarem um disco pesado para dar combate ao então punk rock inglês, contudo esse fato nunca chegou a se concretizar devido a morte de Bonham em 1980.


Em setembro de 1980 John Bonham morreu asfixiado pelo próprio vômito em um quarto da mansão de Jimmy Page, dando fim à carreira do Led Zeppelin. Depois disso a banda foi desfeita, pois não haveria mais condições de continuar com o nome Led Zeppelin.




Formação


Jimmy Page - guitarra
Robert Plant - vocais, harmónica, Gaita
John Bonham - bateria
John Paul Jones - baixo, bandolim, teclados,

A banda chamava ao seu empresário, Peter Grant, de o "quinto elemento"



Discografia


Álbuns


1969 - Led Zeppelin
1969 - Led Zeppelin II
1970 - Led Zeppelin III
1971 - Led Zeppelin IV (sem título: chamado também: "Four Symbols", "ZoSo")
1973 - Houses of the Holy
1975 - Physical Graffiti
1976 - Presence
1976 - The Song Remains the Same
1979 - In Through the Out Door

Three week hero de P.J. Proby em 1969. A única faixa em que tocam todos juntos é "Jim's Blues".
Após a banda ter deixado de gravar foram editados os seguinte álbuns:

1982 - Coda
1990 - Remasters
1990 - Profiled
1990 - Boxed Set
1993 - Boxed Set 2
1993 - Complete Studio Recordings
1997 - BBC Sessions
1999 - Early Days: Best of Led Zeppelin Volume One
2000 - Latter Days: Best of Led Zeppelin Volume Two
2002 - Early Days & Latter Days: The Best of Led Zeppelin Volumes One and Two
2003 - How the West Was Won
2007 - Mothership


Singles


O Led Zeppelin nunca lançou muitos singles, o que mais tarde não seria necessário visto que alguns de seus maiores sucessos comercias não foram lançados em singles, como Stairway to Heaven e Kashmir (canção).

1970 "Whole Lotta Love"
1969 "Immigrant Song"
1972 "Black Dog"
1973 "D'yer Mak'er"
1975 "Trampled Under Foot"
1980 "Fool In The Rain"
1997 "Whole Lotta Love"


Videografia


Filmes e DVDs:


1976 - The Song Remains the Same
2003 - Led Zeppelin DVD


Seguidores

Tecnologia do Blogger.
image
image

Friends

Resources

Photo Gallery