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O Rock, o Rio e a Rede Globo. É Fantástico!

Postado por Renan Tambarussi sábado, 3 de agosto de 2013 0 comentários



É incrível o poder de manipulação de quem tem a posse de um microfone ou uma caneta (está bem - um computador nos dias de hoje), nas mãos! Como sempre, a Rede Globo de Televisão, aproveita-se de certas ocasiões, para mostrar-nos o quanto ela é boazinha com a Rockeirada... Desta feita foi no Domingo que iniciava a Semana do Rock, no mês passado...



Aproveitando-se do período de entrevistas do Black Sabbath para a divulgação de seu novo Álbum, "13", a RGT não hesitou em enviar um de seus repórteres a New York para entrevistá-los... O Álvaro Pereira Jr...



Apesar do Tadeu Schmidt ser um cara gente boa e divertido, o seu comentário patético na introdução da matéria já daria pistas do quê estaria por vir... E para não perder a chance de também ficar calado, o nosso amigo Zeca Camargo manda um terrível "o sinistro Black Sabbath..." E com direito a 'aspinhas'... Putz! Mas aí começa a 'seção do descarrego' de asneiras e falta de conhecimento sobre o Tema... "No começo dos Anos 70 eles inventaram o Rock Pesado..." ...
Se querem fazer uma matéria informativa, que pelo menos estudem o Tema, ou coloquem alguém que conheça sobre o mesmo, e não, talvez, um simples fã de dois ou três Álbuns! Se a sua referência foi o ano de lançamento do primeiro Álbum da Banda, ok, ele acertou, mas o Sabbath, originalmente formado como Earth, data de 1968! E já nesta época, o Cream de Eric Clapton, Jack Bruce e Ginger Baker já faziam o tal Rock Pesado! Isto para não falar de Jimi Hendrix, do Mountain do Grande Leslie West e de Felix Papalardi, do Deep Purple, que no mesmo ano emplacou o pesadíssimo "In Rock", e mais um punhado de outros Grandes Músicos precursores do Gênero.

 O peso do Mountain!

Os minutos vão se passando, e o que deveria agregar o valor da Informação (correta) sobre a Banda, vai desfiando-se em uma reportagem insossa e superficial! Colocações plenamente dispensáveis como "O que será que o Ozzy vai aprontar lá dentro?", "A entrevista é amanhã para o Fantástico. Às onze da manhã. Vê se isso é horário prá Roqueiro?", me deixaram boquiaberto! O que ele(s) pensa(m) que Nós somos? Criam o esteriótipo de que Todo o Roqueiro é irresponsável! E ainda insiste:"Eles podem ser malucos, mas são profissionais." P0rr@, como não ser e sobreviver por tanto tempo? Logo neste ambiente tão hostil do mainstream da indústria fonográfica?



Caso o Álvaro não tenha percebido, Geezer & Ozzy curtiram com a sua cara em várias respostas da entrevista... 
É, quem não é do 'mitiiê' tem de se lascar mesmo!
De toda a Matéria, concordo apenas com a citação: "São os Deuses do Heavy Metal."!!
E a única coisa positiva foi que em um programa de massificação, falaram sobre o Rock, o Heavy Metal e o Black Sabbath!
É a RGT preparando o terreno para o seu...



Isto é...


“121212” - The Concert For Sandy Relief

Postado por Renan Tambarussi sexta-feira, 14 de dezembro de 2012 0 comentários



Você já havia pensado na possibilidade de ver Sir Paul McCartney cantando com o Nirvana? Algo que poderia ser inimaginável se concretizou em um momento histórico. No apocalíptico 12/12/12, pessoas de diversos cantos do planeta acompanharam a transmissão do “121212 - The Concert For Sandy Relief”, evento beneficente que aconteceu no Madison Square Garden, em Nova York. 

Foram escalados vários nomes de peso para fazer parte do evento que arrecadou fundos para o "The Robin Hood Relief Fund", organização que, nos primeiros momentos, ajudou as vítimas do furacão Sandy doando comida, água e cobertores, entre outras coisas, aos moradores de Red Hook, Coney Island, The Rockaways e outras áreas da região.


A abertura do espetáculo ficou por conta de Bruce Springsteen & The E Street Band, que fizeram o público cantar em coro com a canção "Land of Hope and Dreams", seguida por "Wrecking Ball", um breve discurso sobre a destruição causada pelo furacão e, em sequência, uma performance de "My City in Ruins".

The Boss encerrou a apresentação chamando Jon Bon Jovi ao palco e, juntos, cantaram “Born to Run”, um dos maiores e mais belos sucessos de Springsteen. Foi incrível ver a energia que os dois conseguiram transmitir, ainda mais desfrutando da banda esplendorosa que acompanha Bruce.



Confira o vídeo:



Roger Waters foi o segundo artista a se apresentar. “In the Flesh” foi o primeiro sucesso, no qual ele emendou “Another Brick in the Wall”, com direito a crianças no palco, como na turnê “The Wall”, que passou pelo Brasil em março. Ainda seguindo algumas características da turnê, Jean Charles de Menezes, brasileiro assassinado pela polícia no metrô de Londres, em 2005, ao ser confundido com um terrorista, foi homenageado.

O britânico continuou no palco e interpretou “Money” e “Us & Them”, de forma incrível, harmoniosa e contagiante, como sempre. Para encerrar, Waters convidou Eddie Vedder ao palco e fizeram um dueto.


O sucesso escolhido foi “Comfortably Numb”. Vedder assumiu de forma impecável os vocais que, na canção original, eram cantados por David Gilmour. O vocalista do Pearl Jam demonstrou uma grande sintonia com Roger Waters e, como sempre, emocionou com sua voz. 


Jon Bon Jovi voltou ao palco, mas agora com sua banda. “It's my Life”, “Wanted Dear or Alive” fizeram parte de um belo set list. Outro sucesso que levou ao público foi “Livin' on a Prayer”, que fez todos os que estavam ali presentes cantarem e, creio eu, que também invocou o coro de milhões de telespectadores ao redor do mundo. 


A dupla de Nova Jersey se encontrou no palco do Madison Square Garden novamente. Bruce Springsteen e Bon Jovi cantaram “Who Says You Can't Go Home”.


O próximo astro da noite foi Eric Clapton, que começou sua apresentação em companhia de seu violão, interpretando “Nobody Knows You're Where Down and Out”. As outras músicas que entraram no set de Clapton foram “Got to Get Better in a Little While” e “Crossroads”. 


Os Stones subiram ao palco e tocaram duas músicas: “You Got Me Rockin e “Jumpin' Jack Flash”, míticos, para variar. A apresentação da banda ainda teve direito a uma piada de Mick Jagger, dizendo que essa foi provavelmente a maior reunião de velhos músicos ingleses tocando juntos no Madison Square Garden. 


Após a performance da cantora nova iorquina Alicia Keys, a próxima banda de rock que se apresentou foi The Who. Impossível ficar parado ao som dos britânicos, não tem como não vibrar com algumas músicas e introduções, como a do clássico Baba O'Riley. 


Foi uma apresentação cheia de gás e energia, com a participação da platéia que cantou junto, seguindo os comandos de Roger Daltrey. Foi uma apresentação cheia de gás e energia, com a participação da platéia que cantou junto, seguindo os comandos de Roger Daltrey.


Após o magnífico show do Who, o rapper Kanye West fez sua participação no concerto. Depois, chegou a vez de Billy Joel e ele foi espetacular. “Miami 2017”, “Movin' out”, “New York State of Mind”, “The River of Dreams”, “You May Be Right” e “Only the Good Die Yong” foram as canções escolhidas. 


O vocalista do Coldplay, Chris Martin deu continuidade à maravilhosa sequência de performances. Ele subiu ao palco impecavelmente vestido em seu terno, carregando um violão em mãos para uma bela e agradável versão de “Viva la Vida”. 
 
Em seguida ele anunciou uma surpresa mais que especial: Michael Stipe, do R.E.M.. Eles cantaram “Losing my Religion”, um dos maiores sucessos da banda de Stipe. Chris encerrou com “Us Against the World”, no piano.



Eis que chega o gran finale! Sir Paul McCartney sobe ao palco com o carisma e a simpatia de sempre, acompanhando por sua “fantástica banda”, como ele mesmo gosta de chamar. Acompanhando por seu Hofner, ele iniciou seu show com a lendária “Helter Skelter”, seguida por “Let Me Roll It”, “1985”, “My Valentine” e “Blackbird”.


Paul estava comandando a festa, animando o público de um jeito que só ele sabe fazer, até que convocou alguns músicos para dividir o palco com ele: Dave Grohl, Krist Novoselic e Pat Smear. Era o Nirvana liderado por McCartney. Fantástico! Juntos, mostraram ao mundo a nova canção “Cut Me Some Slack”, que será trilha sonora do documentário de Grohl, “Sound City”.


Confira o vídeo:


Você deve estar perguntando: que instrumento é esse nas mãos de Paul? É uma guitarra de caixa de charutos (Cigar Box Guitar), primeiro instrumento do blueseiro Blind Williw Johson. 


A banda do beatle voltou e eles continuaram com “I've Got a Feeling” e finalizaram com a literalmente explosiva “Live and Let Die”. Quem disse que o Sir saiu do palco? Alicia Keys retornou para encerrar o concerto com “Empire State of Mind” enquanto alguns oficiais foram chamados. Vale a pena assistir ao vídeo, é impagável vê-lo se divertindo, fazendo essa farra, como se fosse o mesmo garotão de 50 anos atrás. 


Ao longo do concerto, alguns humoristas, estrelas do cinema e da TV também pisaram no palco. Oator e comediante Adam Sandler fez uma paródia da música “Hallelujah”. 


Billy Crystal brincou com os espectadores, dizendo que muitos deles estariam preocupados com o final da série “Homeland”,que terá sua segunda temporada encerrada domingo (16). Leonardo DiCaprio, Chris Rock, Whoopi Goldberg e Susan Sarandon subiram ao palco e falaram sobre a tragédia, e também atenderam telefonemas de doadores em um salão, ao longo da noite. 

Os ingressos para o “121212 - The Concert For Sandy Relief” se esgotaram rapidamente e alguns foram revendidos na internet por até 10.000 dólares. Milhares de pessoas ainda vivem sem energia elétrica e água quente na região de Nova York. O número de moradores que perderam suas casas é grande e a situação torna-se preocupante com a aproximação do inverno. Os prejuízos estão em torno de U$82 bilhões.

Para quem quiser assistir pela primeira vez, rever e/ou baixar, encontrei algumas apresentações na íntegra:


                                                                 Paul McCartney
                                                                
                                                                  Roger Waters

                                                                  Rolling Stones

                                                                   Chris Martin


Segredos Musicais - Layla (Eric Clapton)

Postado por Renan Tambarussi quinta-feira, 6 de setembro de 2012 0 comentários

Diante de alguns pedidos dos leitores, trazemos de volta o quadro Segredos Musicais, que desde o post da música Polly, do Nirvana, estava sem receber publicações. E não foi porque a gente quis acabar com esse interessante e esclarecedor quadro. Acontece que um quadro como esse, exige muita pesquisa, e nem sempre há tempo para a nossa equipe fazer isso.


No post de hoje temos os segredos musicais da música Layla
Layla foi escrita em dezembro de 1970, por um grupo de blues chamado Derek and the Dominos, que tinha como vocalista e guitarrista o próprio Eric Clapton. A música foi inspirada por uma paixão secreta que Eric Clapton tinha por Patty Boyd, esposa de seu amigo, o Beatle George Harrison. O romance até chegou a acontecer:

 Um dia Eric Clapton disse a George Harrison: "I am taking your wife". E George respondeu: "Take her". Eric se casou com Pattie, mas ela não era exatamente como ele imaginava... um caso típico de amor platônico que se concretiza e desaparece junto com a ilusão. Eric se separou de Pattie e continuou amigo de George Harrison. 

O nome Layla faz uma referência ao conto de amor persa "Layla e Mainum", escrito pelo poeta Nezami. E Clapton tinha o propósito de utilizar esse simbolismo para impressionar sua amada.

Majnun significa louco, e a lenda conta exatamente isso, a história de um homem que depois de ver Layla apaixona-se perdidamente por ela (sendo correspondido) e, devido ao impedimento que o pai dela fez ao relacionamento, o amante de Layla acabou enlouquecendo. Essa história se parece muito com um "Romeu e Julieta" do Oriente. No fim, Majnun vai viver com os animais selvagens repudiando toda a humanidade à sua volta e morre sozinho... vendo Layla somente mais uma vez.  
Mas a história, assim como a lenda fica para sempre. Na Turquia, a expressão "sentir-se como Layla" significa estar completamente fora de si -- dazed and confused. E a música é considerada uma das maiores canções de amor já compostas por um roqueiro.

Apesar de simbolizar história de amor, Layla ganhou o rótulo de "música maldita", já que todos os integrantes da banda Derek and the Dominos tiveram suas vidas associadas a tragédias.

- Outubro de 1971: o guitarrista Duane Allman que fazia participações especiais na banda, morreu em um acidente de moto

- O baterista Jim Gordon que sofria de esquizofrenia, se tornou alcoólatra e foi preso por matar a própria mãe com um martelo, em 1983

- O contrabaixista Carl Radle morreu de overdose de heroína em 1980

- O único que escapou da maldição, foi o pianista Bobby Whitlock, mas não chegou a ser considerado uma estrela da música. Mora em uma fazenda em Mississipi desfrutando de seu anonimato.

Depois de conhecer toda a história desse grande clássico do rock, veja o vídeo da música a seguir: 


FONTES:


Eric Clapton no Brasil.

Postado por Renan Tambarussi quarta-feira, 27 de abril de 2011 2 comentários

É pessoal, olha quem esta vindo...
Nosso querido Mestre Eric Clapton.

O guitarrista inglês ERIC CLAPTON fará shows no Brasil em outubro, de acordo com informação veiculada na coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha, na data de hoje.

As apresentações serão nas seguintes datas:

06/10 - Porto Alegre (Fiergs)

09/10 - Rio de Janeiro (HSBC Arena)

12/10 - São Paulo (Estádio do Morumbi)

Fonte : Whiplash


Músicos de Sucesso - Eric Clapton

Postado por Renan Tambarussi domingo, 30 de janeiro de 2011 0 comentários

Deus.
Para muitos é o que esse sujeito é.
Deus da guitarra.
Convicções religiosas e musicais a parte, é fato verdadeiro que Eric Clapton é um mestre nas seis cordas, um sujeito feito inteiramente de Blues.

Mesmo que seu estilo musical tenha variado algumas vezes durante a carreira, o bom mesmo, o sumo, a nódoa é o Blues, o bom e velho Blues. Em diversos momentos de sua variada carreira, Clapton foi considerado inovador, o que fez com que ele fosse aclamado pela crítica especializada e também pelo público.
Entre seus maiores sucessos estão Layla, Sunshine Of Your Love e Cocaine.

História
Eric Patrick Clapton nasceu em 30 de março de 1945, em Ripley, na Inglaterra.
Com uma infância marcada por traumas (aos 9 anos de idade descobriu que sua verdadeira mãe era a mulher que ele acreditava ser sua irmã, uma loucura!), ao 13 anos o pequenino Eric ganhou seu primeiro violão. Se lascando um pouco para aprender a dominar as cordas do instrumentos, o rapazinho consegui aprender seus primeiros acordes inspirado em antigas músicas de Blues.
Após terminar os estudos básicos e passar um tempo na Kingston School of Art, em 1963 Clapton ingresosu em uma banda chamada The Roosters, que chegou a fazer algumas apresentações. Até que, ainda neste ano, ele ingressou em uma banda chamada Yardbirds.

Os Yardbirds já estavam crescendo na época, e seu empresário tinha um bar, cuja banda residente na noites de domingo era os Rolling Stones!
Foi o nosso grande companheiro, o Tio Keith Richards, quem deu o toque no Clapton, e disse que o guita do Yardbirds estava largando os bets e ia sair da banda. E lá pulou o jovem Eric, começando a criar seu nome no mundo da música.
Até que os Yardbirds começaram a mudar seu estilo, descambando para algo diferente do Blues, e Clapton não curtiu, e saiu fora em 1965. Vale lembrar que o Yardbirds continuou com outros dois monstros na guiatarra, Jimmy Page e Jaff Beck. Depois de um tempo vagando, ele arrumou emprego na John Mayall & the Bluesbreakers. Foi ali que ele ficou realmente famoso como músico de Blues. Foi nesta época em que os pichadores de Londres espalhavam o "Clapton Is God" pelos muros de Londres.

Eis então, meus amigos, que em 1966 Eric saiu dos Bluesbreakers para formar o primeiro power trio do Rock N' Roll, com Jack Bruce e Ginger Baker. Este é o Cream!
Foi aí que ele começou a se firmar também como vocalista.
Mas como rapadura é doce mas não é mole, e músico é uma raça desgraçada (eu sei porque também o sou. Amador mas sou), o Cream acabou por causa de brigas internas. Mas pelo menos deixou aí um legado fundamental na vida de qualquer um que seja fã de Rock.
Em seu álbum de despedida, temos a versão de estúdio da incrível Badge. Esta faixa me dá arrepios. Foi composta em parceria com George Harrison.

E da amizade entre os doissurgiu a participação de Clapton em While My Guitar Gently Weeps, do White Album dos Beatles.
E daí também sugiu o sucesso Layla. Mas de um jeito comlpicado. Pattie Harrison, esposa de George, sofria com o abandono do marido, que preferia gastar o tempo com a cultura hindu (uma das muitas viagens erradas da truma dos Beatles). Eric se apaixonou por Pattie. E de seu sofrimento surgiu Layla, umas das canções de amor mais belas e poderosas do Rock N' Roll.

Em 1969 Clapton aumentou sua fama com o supergrupo Blind Faith. Mas apesar disso tudo, o cara estava de saco cheio de toda a mídia falando de seu nome aqui e acolá, e resolveu dar um tempo. Excursionou um pouco com o Delaney and Bonnie and Friends, meio mocado, na dele. Até que Delaney Bramlett, felizmente, o convenceu a voltar a compor! Alegria!

Contando com a banda de Bramletts como banda de apoio, Eric Clapton presenteou o mundo com seu primeiro álbum solo, que conta com os clássicos Let It Rain, After Midnight e Easy Now. Sua intenção era se livrar um pouco do bafafá da mídia, e mostrar que ele estava simplesmente no mesmo patamar que os outros músicos da banda. Foi assim que surgiu o Derek and the Dominoes, com Bobby Whitlock, Carl Radle e Jim Gordon.
Do trabalho de estúdio com o produtor Tom Dowd surgiu o disco Layla and Other Assorted Love Songs, uma obra-prima da carreira de Clapton.
Muitos problemas sérios marcaram o fim do Dominoes, incluindo brigas entre Clapton e Whitlock e excesso de drogas e álcool.

Aí veio o hiato na careira. Eric parou de se apresentar e de tocar e se viciou em heroína.
E com a ajuda de Harrison e de Pete Townshend, do The Who, ele conseguiu se limpar um pouco. Em 1975 saiu em turnê pelo mundo, o que resultou no magnífico E.C. Was Here.
Também temos que lembrar de 461 Ocean Boulevard, no qual regravou I Shot The Sheriff, e foi responsável por apresentar o Raggae e Bob Marley ao mundo.

Mas o fim dos anos 70 foi cheio de azar para Clapton. Sua fama ficou manchada por acusações de racismo devido às suas convicções políticas. E por causa da dificuldade em se firmar no mundo da música pop da época, Clapton caiu no álcool. Depois de ser hospitalizado e passar por maus bocados algumas vezes, ele criou o famoso Crossroads Center, centro de reabilitação existente até hoje. E foi daí que surgiu o grande Crossroads Guitar Festival, que arrecada fundos para ajudar no tratamento dos dependentes de drogas.

E no início da década de 90, Eric ainda passou por mais uma tragédia, quando no dia 27 de agosto de 1990, o grande Stevie Ray Vaughan (meu guitarrista favorito), faleceu em um acidente de helicóptero durante uma turnê que os dois faziam juntos. E não parou por aí!  No ano seguinte, em 20 de março de 1991, Conor, filho de quatro anos de Clapton com a modelo italiana Lori Del Santo, morreu depois de cair da janela de um apartamento. Foi daí que surgiu o clássico mais que belo Tears In Heaven.

E veio a ressureissão! Clapton ganhou um Grammy com o  MTV Unplugged. Sucesso com From The Cradle e parcerias bem sucedidas com Carlos Santana encerraram a década de 90 com chave de ouro.

Os anos 2000 seguiram suaves para Eric, e nos trouxe bons discos, como o Reptile, Riding With the King (com B.B. King), e One More Car, One More Rider, um live de tirar o fôlego!
Em 3 de novembro de 2004, Clapton é condecorado com o título de Comandante da Ordem do Império Britânico. No ano passado fomos agraciados com o fabuloso Clapton.

Discografia
A discografia do grande Eric Clapton é tão grande quanto seu talento.
Recomendo qualquer álbum. O sujeito é um mestre, e monstruoso com sua guitarra! Ouçam as voz e a habilidade do deus Slowhand!
  • 1963 Sonny Boy Williamson and The Yardbirds (com Yardbirds)
  • 1964 Five Live Yardbirds (com Yardbirds)
  • 1965 For your love (com Yardbirds - coletânea americana)
  • 1965 Having a Rave Up (com Yardbirds - coletânea americana)
  • 1966 Bluesbreakers with Eric Clapton (The Beano) (com John Mayall and The Bluesbreakers)
  • 1966 Fresh Cream (com Cream)
  • 1967 Disraeli Gears (com Cream)
  • 1968 Wheels of Fire (com Cream)
  • 1969 Goodbye Cream (com Cream)
  • 1969 Blind Faith (com Blind Faith)
  • 1969 Best of Cream (com Cream - coletânea)
  • 1970 On Tour with Eric Clapton (com Delaney, Bonnie & Friends)
  • 1970 Live Cream (com Cream - coletânea ao vivo)
  • 1970 Eric Clapton
  • 1970 Layla and Other Assorted Love Songs (com Derek and the Dominos)
  • 1971 The Yardbirds Featuring Performances by: Jeff Beck, Eric Clapton, and Jimmy Page (com Yardbirds - coletânea)
  • 1972 Live Cream Volume II (com Cream - coletânea ao vivo)
  • 1972 Heavy Cream (com Cream - coletânea)
  • 1972 History of Eric Clapton (coletânea)
  • 1972 Eric Clapton at His Best (coletânea)
  • 1973 In Concert (com Derek and the Dominos) (ao vivo em 1970)
  • 1973 Clapton (coletânea)
  • 1973 Eric Clapton's Rainbow Concert (ao vivo em 1972)
  • 1974 461 Ocean Boulevard
  • 1975 There's One in Every Crowd
  • 1975 E.C. Was Here (ao vivo em 1975)
  • 1976 No Reason to Cry
  • 1977 Slowhand
  • 1978 Backless
  • 1980 Just One Night (duplo; ao vivo em 1979)
  • 1981 Another Ticket
  • 1982 Time Pieces: Best Of Eric Clapton (1970-1978)
  • 1983 Money and Cigarettes
  • 1984 Too Much Monkey Business
  • 1984 Backtrackin'
  • 1985 Behind the Sun
  • 1986 August
  • 1987 The Cream of Eric Clapton
  • 1988 Crossroads (caixa)
  • 1989 Homeboy
  • 1989 Journeyman
  • 1990 The Layla Sessions (com Derek and the Dominos) (caixa em comemoração aos 20 anos de lançamento)
  • 1991 24 Nights (ao vivo em 1990)
  • 1992 Rush
  • 1992 Unplugged (ao vivo em 1992)
  • 1994 From the Cradle
  • 1994 Live at the Fillmore (com Derek and the Dominos) (ao vivo em 1973)
  • 1995 The Cream of Clapton
  • 1996 Crossroads 2: Live in the Seventies (CD quádruplo, gravações ao vivo de 1974 a 1978)
  • 1998 Pilgrim
  • 1999 The Blues (álbum duplo)
  • 1999 Clapton Chronicles: The Best of Eric Clapton
  • 2000 Riding With the King (com B.B. King)
  • 2001 Reptile
  • 2002 One More Car, One More Rider (ao vivo em 2001)
  • 2004 Me and Mr. Johnson (versões de músicas de Robert Johnson)
  • 2005 Back Home (álbum de estúdio)
  • 2006 Road To Escondido" (álbum gravado com JJ Cale)
  • 2007 Complete Clapton
  • 2009 Eric Clapton and Steve Winwood (Live from Madson Square Garden)
  • 2010 Eric Clapton Clapton (2010)
Fontes
Wikipedia: Eric Clapton (português)
Wikipedia: Eric Clapton (inglês)
Eric Clpaton - The Unofficial Website


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