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Clipe da semana especial - Introduções

Postado por Renan Tambarussi terça-feira, 4 de dezembro de 2012 0 comentários

O clipe da semana especial de hoje vai agregar algumas das introduções mais marcantes, eletrizantes, arrepiantes e conhecidas de um universo chamado rock n' roll.


Para começar, temos um clássico do The Who. Particularmente, quando penso em introduções, a primeira música da qual me lembro é “Baba O'Riley”. O looping do sintetizador de Pete Townshend é genial e bastante pegajoso. Vale citar uma curiosidade sobre a faixa que, frequentemente, é designada a fazer parte da trilha sonora de algum produto audiovisual, como o seriado CSI New York: o título é uma homenagem a Meher Baba — guru indiano que fez voto se silêncio e nunca mais pronunciou uma palavra até o dia de sua morte — e Terry Riley — compositor californiano de música experimental, que inspirou a construção da canção.


Continuamos com “The Song Remains the Same”, do Led Zeppelin. É uma das obras que não podem ficar de fora de listas como esta, ela é fabulosa! Realmente, os anos se passaram e a canção continua a mesma.




Thunder! Mais uma que não poderia ficar de fora: “Thunderstruck”, do AC/DC. Que atire a primeira pedra quem nunca se pegou solando uma guitarra imaginária, junto com o riff de Angus Young, na introdução dessa música!


Fazendo um passeio pela década de 60, encontramos a agradável “California Girls”, dos Beach Boys.


É no frenético ritmo do Iron Maiden que “Aces High” descreve o discurso de Winston Churchill, convidando os ingleses para a batalha. As guitarras simulam os “mergulhos” das aeronaves nas lutas entre a Royal Air Force britânica e a Luftwaffe, de Hitler. Essa intro é ou não é excepcional?


While My Guitar Gently Weeps” traz os garotos de Liverpool à lista. A belíssima composição de George Harrison tem uma introdução que emociona beatlemaníacos de diferentes gerações.


O assunto da vez é pesadelo. E é assim que o Metallica aparece, com “Enter Sandman” e sua intro, dando um ar sombrio à música.


Mark Knopfler e companhia não poderiam ficar fora da lista. Os britânicos do Dire Straits entram com a memorável “Money for Nothing”. A mistura da voz de Sting com um teclado e uma explosiva entrada de bateria criou uma das melhores introduções da história do rock. Uma palavra que a resume bem é: empolgante. Vale ressaltar que o videoclipe foi um dos primeiros feitos utilizando computação gráfica e o primeiro clipe exibido pela MTV Europe.


Outra década que merece um destaque é especial é a de 1950, com “Johnny be Good”, de Chuck Berry.


A próxima é a orgasmática canção interpretada por Derek and The Dominos: “Layla”. A introdução abre as portas de um lugar mágico, que possui uma trilha sonora com uma melodia incrivelmente contagiante e, quando parece que a música vai acabar, ela dá outra pancada extasiante e a vontade é de ouvir mais e mais.  


O Rush também não poderia ficar de fora. O power trio canadense leva o público à loucura com “YYZ”. Prestem atenção na qualidade musical que está contida na introdução e, é claro, no restante da música.


Com vocês, o clássico dos clássicos! Mais uma vez, o Led Zeppelin entra na lista. Agora, com “Stairway to Heaven”. É, sem sombra de dúvida, a introdução que faz com que os fãs subam os degraus do paraíso. 


Outra introdução bem famosa é a antológica “Smoke on the Water”, do Deep Purple.  


Milhares de fãs pulando ao som de uma melodia contagiante. A emoção de ouvir a introdução de “Where the Streets Have no Name”, dos irlandeses do U2, é única. Difícil mesmo é não tirar os pés do chão!


Paul McCartney aparece novamente, porém, com os Wings. A introdução do clássico “Band on the Run” causa uma grande euforia até hoje, quando o Sir sobre no palco empunhando seu baixo e interpretando uma de suas canções que se tornaram trilha sonora de milhões de fãs ao redor do mundo.


O rock progressivo continua muito bem representado. Agora é a vez do Pink Floyd, com “Time”. Sua introdução é simplesmente arrepiante.  


Para encerar, deixo com vocês o sucesso dos Scorpions, “Rock You Like a Hurricane”.


Essas foram apenas algumas das que fazem parte da vasta lista das introduções mais aclamadas pelos fãs do bom e velho rock. É claro que você, leitor, conseguirá acrescentar mais algumas que não foram citadas. Quais músicas merecem destaque quando o assunto é introdução?

Cadê a aposentadoria ?

Postado por Renan Tambarussi quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 0 comentários



Foi confirmado que os alemões do Scorpions irão voltar novamente ao Brasil. Em 2010 eles vieram, mas para uma última vez, porque estavam pendurando as chuteiras. Mas 2012 é diferente e os tempos mudaram, agora a banda voltará e a primeira data anunciada é São Paulo.

Ainda não se sabe muito, nem do show e de datas futuras, mas certeza que eles não deixariam de fazer sua passagem no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Brasilia e o Nordeste. Os ingressos começaram a ser vendidos no dia 22 de fevereiro.

Espero que não percam essa oportunidade...


CLÁSSICOOO

Até a próxima

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Scorpions - "Nós provavelmente estaremos melhor do que estamos hoje"

Postado por Renan Tambarussi domingo, 4 de abril de 2010 2 comentários

A Radio Metal realizou recentemente uma entrevista com o guitarrista Matthias Jabs, da banda Scorpions. Alguns trechos seguem a seguir.

Eu soube que o álbum "Humanity - Hour 2" tinha sido planejado. Porque vocês dispensaram o projeto? Vocês perceberam que as composições que foram escritas para o novo álbum eram muito diferentes de "Hour 1"?

Matthias Jabs: "Nunca houve um 'Hour 2' planejado. O álbum 'Hour 1' faz parte do conceito, não significa 'episódio 1'. A ideia de Desmond (Child, produtor), era dizer que a espécie humana em sua forma inteligente passou da sua primeira parte na história, como os primeiros 20 ou 30.000 anos. Agora há essa grande mudança na história e a raça humana está se transformando em algo diferente, ainda não sabemos o que. Você poderia chamar isso de 'Hour 2', mas nunca houve a ideia de um álbum sequência".

Tarja Turunen (ex-NIGHTWISH) aparece na música "The Good Die Young". No entando, sua participação é muito discreta, ela não se sentiu frustada com isso?

Matthias Jabs: "É muito legal que ela esteja cantando nessa música. Nós a conhecemos no Brasil, há alguns anos, quando ela estava fazendo seus últimos shows com o Nightwish. Eles eram nossa banda de abertura no festival Live N Louder em São Paulo, onde nos conhecemos brevemente. Nós não somos muito propensos a fazer duetos, mesmo que as gravadoras sempre queiram que bandas façam duetos, é mais pelo marketing do que pela música. Essa canção não foi escrita como um dueto. Se você faz um dueto, de repente, tudo depende do outro artista e do seu empresário. Então fizemos essa música de um jeito que ela funciona com ou sem a Tarja. Nós a tocamos noite passada no show. Nós não podemos ter uma música que dependa dela, porque ela vive na Finlândia e Argentina. E porque deveríamos entrar em turnê e ter a Tarja conosco o tempo todo? É muito legal que ela cante nessa faixa, ela traz uma atmosfera agradável para a canção. É uma melhora, a música soa melhor com ela do que sem, mas não podemos ficar dependendo dela. Imagine que a música se torne um grande hit: todo lugar que você for, você terá que levar essa outra pessoa também. Simplesmente não!"

Me corrija se eu estiver errado, mas o álbum já tinha sido escrito quando vocês decidiram terminar sua carreira. O que você pensou depois que percebeu que este seria seu último álbum?

Matthias Jabs: "Eu ainda não sei. Eu estou na banda há quase 32 anos. Tem sido nossa vida todos os dias - e será ainda pelos próximos dois anos. Por mais que eu tente, é impossível imaginar isso agora, e foi por isso que eu desisti. Só vou me concentrar na turnê. Ninguém realmente entende o que será nossas vidas quando não fizermos mais músicas do Scorpions. É impossível imaginar".

O Kiss, em um ponto de sua carreira, anunciou uma turnê de despedida, mas eles ainda estão aqui e lançaram um álbum ano passado. Você está confiante quando diz que depois desse álbum e dessa longa turnê, SCORPIONS terá acabado? Vocês vão resistir à tentação de juntar a banda?

Matthias Jabs: "Tenho certeza que vamos resistir. Talvez estendamos a turnê o máximo possível, mas assim que ela acabar, acabou. O 'efeito Kiss' começou 10 anos atrás. Agora você tem turnê de despedida nº1, turnê de despedida nº2, nº3... Nós não queremos fazer uma piada de nós mesmos. Somos sérios".

Nós ainda temos uns dois ou três anos com os Scorpions. Você teme pelo momento em que tudo estará acabado?

Matthias Jabs: "Não. Para nós, dois anos e meio não são tanto tempo, a última turnê para 'Humanity - Hour 1' foi tão longa quanto. Esse é o tempo normal se você quiser tocar ao redor do mundo. Nós poderíamos tocar dois meses na América do Sul, seis meses nos Estados Unidos e três meses na Ásia se quiséssemos. Isso é algo normal para nós, estamos fazendo isso há pouco mais de 20 anos agora. E como eu disse antes, não sei como vamos nos sentir no final desta turnê. Essas apresentações fazem você ficar histérico. A parte de viajar pode ser cansativa, mas tocar praticamente toda noite num palco é quase como um esporte. Nós provavelmente estaremos melhor do que estamos hoje!"

Se você pudesse guardar uma memória positiva e uma negativa da sua carreira com Scorpions, qual seriam?

Matthias Jabs: "Provavelmente não as que você quer ouvir, mas para mim a melhor coisa é o fato que estamos aqui hoje. Nós tivemos uma longa carreira, e agora podemos sair em turnê pelo último álbum. Essa é definivamente a melhor memória. A pior será provavelmente a do dia seguinte ao último show".



Fonte - Whiplash e Radio Metal

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