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Especial: Black Sabbath - parte 3

Postado por Renan Tambarussi terça-feira, 27 de dezembro de 2011 0 comentários




O álbum seguinte, Black Sabbath Vol. 4 de 1972, revelou a primeira de várias alterações no som da formação, devido a uma clara contaminação do rock progressivo. Um dos pontos fortes do álbum é a balada "Changes", onde Osbourne canta acompanhado por piano e cordas. A canção é um exemplo de como os sons da formação teve evoluído, mas canções como "Tomorrow's Dream", "Snowblind" e "Supernaut" ainda mostram seu lado musical mais profundo.



Em 1973, a banda publica Sabbath Bloody Sabbath, álbum com a atmosfera caracterizada pelo rock progressivo ainda mais visível. Também conta a presença de Rick Wakeman do Yes que apareceu nos teclados, como membro externo. Entre as canções mais claramente progressistas pode citar a "Spiral Architect" e "A National Acrobat", mas ainda faltava o "clássico", com uma boa formação de "Sabbath Bloody Sabbath" e "Killing Yourself to Live". O disco foi outro grande sucesso e considerado um ponto importante na carreira artística.



Neste período, houve uma série de acontecimentos na banda. Todos os membros tiveram sérios problemas de dependência de drogas, em especial Osbourne e Ward que, após a admissão do cantor, fizeram uso de LSD todos os dias por mais de dois anos. Uma mudança de gravadora (de Vertigo para a Warner) tinha atrasado o lançamento do seu novo álbum, Sabotage, publicado somente em 1975. Do ponto de vista musical, o álbum é um dos mais variados do grupo, alternando as canções de heavy metal de "Hole in the Sky" e "Symptom of the Universe", para o canto gregoriano de "Supertzar", e sons de pop rock de "Am I Going Insane (Radio)".

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Especial: Black Sabbath - parte 2

Postado por Renan Tambarussi quarta-feira, 14 de dezembro de 2011 0 comentários



O primeiro trabalho, Black Sabbath, foi um grande sucesso (oitavo lugar nas classificações inglesas) devido, em grande parte, à atmosfera histórica de composições como "Black Sabbath", "The Wizard" e "N.I.B.". O disco, para muitos, foi a inauguração de um rock mais original, tanto no sentido sonoro quanto no que se refere às letras. Deep Purple e Led Zeppelin, outras bandas influentes do heavy metal da época, tinham um som mais melódico e mais próximo a outros estilos como o blues e o rock n' roll. A música do Sabbath a princípio tinha características semelhantes, mas com o tempo a banda investiu em um som mais pesado e com temáticas mais obscuras, com referências explícitas a "demônios" e temas envolvendo ocultismo, que era uma novidade e uma polêmica nessa época.
Embora essa espécie de temática pudesse ser eventualmente observada em trabalhos de outros grupos, como os Beatles e Led Zeppelin, o Black Sabbath, graças a sua persistência nessa proposta, foi em grande parte um responsável por um estereótipo que se perpetuou no universo do heavy metal. Este tipo de proposta levou a banda a sofrer numerosas críticas; os mais conservadores os acusavam de promover o "satanismo" e isso costumava alimentar reprovação de grande parte da opinião pública. No entanto, essas polêmicas só contribuíram mais para o sucesso que o Black Sabbath conquistou com sua grande audiência de jovens.
O próximo álbum, Paranoid, até hoje o maior sucesso comercial do grupo (primeiro nas colocações inglesas; sete discos de platina e um de ouro), é considerado de grande importância para as bases do heavy metal. O trabalho angariou para o Black Sabbath milhares de fãs em todo o mundo, graças a canções como "Paranoid", "Iron Man", "Electric Funeral" e "War Pigs". Com este trabalho, o grupo foi além da atmosfera sombria das músicas com temas mais maduros. "War Pigs", por exemplo, é uma crítica a políticos considerados responsáveis pelos horrores da guerra e "Iron Man" tem um texto puramente ciência-ficção.

Em 1971, o grupo publicou o terceiro álbum, Master of Reality, de sucesso notável. Provavelmente foi o álbum mais obscuro e introspectivo da banda. Este trabalho, junto com o Black Sabbath e Paranoid, é considerado o álbum que inspirou o doom metal. Para além de canções do estilo Sabbath ("Children of the Grave" e "After Forever"), o álbum é conhecido, sobretudo, pelas suas estilísticas "alegações" (encontradas em canções como "Sweet Leaf", "Lord of This World", "Solitude" e "Into the Void"), que serviram de base para bandas como Saint Vitus e Candlemass.
Nota-se que o disco possui uma inovação particularmente interessante: Iommi, na verdade, toca com a guitarra em dó sustenido (um tom e meio abaixo da afinação tradicional), assim como Butler no baixo. Essa mudança, segundo declaração do guitarrista, foi feita por dois motivos: para se adaptar ao estilo vocal de Ozzy e para dar um som mais pesado para a sua música (mais tarde, a partir do álbum Heaven and Hell, a guitarra e o baixo são afinadas em ré sustenido). Devido a isso, o Black Sabbath talvez tenha inaugurado a chamada "limitação": uma prática que se tornaria quase uma norma para muitos grupos de rock e metal.
Sobre a grande importância do Black Sabbath até mesmo nos dias de hoje, o vocalista do Type O Negative, Peter Steele declara:
"Na minha opinião, o Black Sabbath são aqueles que deram à luz o que, geralmente, consideram o heavy metal, e não há uma banda na atualidade que não teve influência, em qualquer medida, do grupo do Tony Iommi."

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Especial : Black Sabbath parte 1

Postado por Renan Tambarussi quinta-feira, 1 de dezembro de 2011 0 comentários



Antes de começar a escrever sobre o Black Sabbath, queria explicar o porque do especial. Eu fiz uma enquete no grupo da Comissão do Rock no Facebook, perguntando aos nosso leitores, de que banda que marcou as história do rock eles queriam ver um especial aqui no blog. Dentre todas o Black Sabbath ganhou, e enfim, vamos ao que interessa!

Black Sabbath: A origem



O embrião do Black Sabbath surgiu no ano de 1966 em Aston, uma localidade de Birmingham, Inglaterra. A história começou quando o guitarrista Anthony “Tony” Iommi e o baterista William “Bill” Ward (ambos do grupo Mithology) leram em uma loja, o anúncio de um cantor que foi à procura de músicos para formar uma banda. O cantor era John “Ozzy” Osbourne que foi um rival de Iommi durante a escola.[ Iommi e Ward foram para casa de Ozzy e decidiram formar um complexo musical. Osbourne levou ao grupo, outros dois músicos que tinham tocado com ele na banda Rare Breed: os guitarristas Terence "Geezer" Butler e Jimmy Phillips.

Mais tarde, Butler assumiu o papel de baixista, e foi também assoldato pelo saxofonista Alan "Aker" Clarke. A banda escolheu o nome inicialmente de Polca Tulk Blues e encurtado depois para Polca Tulk, e começou a construir um repertório, principalmente blues. Mais tarde, Clarke e Phillips saem do grupo e o restante dos membros decidiram alterar a denominação para Earth. A formação exibe em vários locais, tocando covers de Jimi Hendrix, Blue Cheer, Cream e The Beatles, e esculpiu o primeiro demo em 1968. É recolhido algum êxito no espaço de "pubs" britânicos e permitiu que o grupo a fazer o nome no exterior, graças a gerente Jim Simpson.


Após um curto período, o nome da banda foi mudado porque havia outro grupo denominado Earth. A escolha do nome, mais tarde, veio à idéia de Butler, um grande fã dos romances de "magia negra" e "terror" de autores como Dennis Wheatley. Butler tinha visto o filme de 1963, Black Sabbath por Mario Bava, e escreveu uma canção que incorpora o título do filme. Isto se tornou o novo nome do grupo.



O novo nome é acompanhado por uma transição para um novo som blues, em primeiro lugar com elementos do folk e, em seguida, com cada vez mais fortes e tons escuros até que uma nova solução para a qual o grupo tornou famosa e teria sido numerada para muitos críticos, como os principais pioneiros do heavy metal. O primeiro registro que a banda assinou foi com a Fontana Records e, mais tarde, com o Vertigo. No dia 13 de fevereiro de 1970, foi publicado o álbum de estréia da banda, intitulado simplesmente de Black Sabbath.


Aguardem a continuação!

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11-11-11: um dia histórico para o Metal

Postado por Renan Tambarussi sábado, 12 de novembro de 2011 0 comentários


Às 11:11 da manhã do dia 11-11-11, o mundo do metal recebeu uma das melhores notícias de sua atualidade. O BLACK SABBATH está de VOLTA, com sua formação clássica! É de arrepiar!
O site oficial da banda anunciou a volta, com um álbum de INÉDITAS! Detalhe, que o album será o primeiro em 33 anos!
A banda também já anunciou uma data no Download Festival (10 de junho de 2012) e  logo em seguida uma tour mundial. E os fãs brasileiros estão na expectativa de que a banda pise em terras brasileiras com sua turnê.
A coletiva da banda aconteceu na casa de shows Whisky A Go-Go, local onde a banda fez seu primeiro show.
O produtor do disco, Rick Rubin, anunciou que o processo de composição do novo álbum está na metade e que a banda deve começar as gravações do novo álbum de estúdio no início de 2012.

Iommi disse "Era agora ou nunca, de verdade. Temos ótima música para tocar."
Para pessoas como eu, que achavam que nunca veriam o Sabbath em sua formação clássica, tá aí uma ótima oportunidade de ver uma das maiores bandas do mundo em cima do palco!
Emocionante!

Abaixo o vídeo oficial que anunciou a volta do Black Sabbath.

O Blues Brasileiro e Celso Blues Boy

Postado por Renan Tambarussi quinta-feira, 27 de janeiro de 2011 1 comentários



Não são muitos os artistas que podem se gabar de ter criado uma linguagem musical. Robert Johnson, Frank Sinatra, Chuck Berry, Elvis, Hendrix, Marvin Gaye, Miles Davis, os Beatles, Kraftwerk, Black Sabbath, Ramones, o Faith No More - a lista não avança muito a partir daí. Nesse seleto grupo de excepcionais, Celso Blues Boy arruma uma vaguinha por ter dado um sotaque brasileiro ao blues, um gênero americano (ou africano, em suas raízes mais profundas) por excelência, e com ele feito sucesso avassalador ao ponto de ser, ao mesmo tempo, lenda, ídolo e referência, ainda mais quando o papo recai sobre aquele instrumento de seis cordas chamado guitarra.

Nascido Celso Ricardo Furtado de Carvalho, Celso Blues Boy , escolheu o nome artístico em homenagem ao ídolo B.B. King, um dos pais do gênero, com quem também tocou na década de 80.
Celso foi o pioneiro ao cantar blues em português. Erro seria desprezar sua contribuição para a música brasileira. Os gringos o reconheceram: a revista Backstage colocou Celso entre os 20 maiores guitarristas da história; BB King, expressão máxima do blues, o reverenciou ao dividir palcos e estúdio com ele e o convidar para fazer carreira nos EUA; tocou no célebre Festival de Montreaux, na Suíça; The Commitments, a banda do filme cult de Alan Parker, chamou Blues Boy para se integrar a ela (e ele gentilmente recusou). Se Celso não foi alçado ao mesmo patamar glorioso de Tom Jobim, João Gilberto, Caetano Veloso e outras sumidades nacionais, não cabe aqui buscar explicações.

Fato é que Celso vem fazendo história desde a metade dos anos 70. Com apenas 17 anos, por exemplo, integrou o grupo de Raul Seixas. Acompanhou uma penca de veneráveis nomes da MPB (Renato e Seus Blue Caps, Sá & Guarabira, Luiz Melodia...) e arregimentou fãs ao empunhar a guitarra nas bandas Legião Estrangeira e Aero Blues, considerado o primeiro grupo de blues do Brasil e dono de performances memoráveis na lendária casa de shows Apa Loosa, no Rio de Janeiro.
Suas músicas são de uma qualidade extraordinária, e quem quer conhecer mais um pouco sobre blues, vale a pena ouvir!

Quem estiver curioso pra conhecer esse cara, assistam ai alguns de seus vídeos.

Mississipi

Amor vazio


Ilusão de ótica

Postado por Renan Tambarussi terça-feira, 25 de janeiro de 2011 0 comentários


John Lennon até nas ilusões de ótica!
Não viu nada?!
Afaste-se do computador!


Fonte: Whiplash

O desodorante mais Rock n´Roll

Postado por Renan Tambarussi quinta-feira, 23 de dezembro de 2010 0 comentários

Depois do perfume dos Sex Pistols e do Kiss, chega ao mercado o desodorante mais Rock n´Roll que o mundo já viu:

Axe Rose
Corra para o Guns N´Roses mais próximo e adquira o seu!

Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história

Postado por Renan Tambarussi terça-feira, 14 de dezembro de 2010 3 comentários



Nas minhas andanças por ai me deparei com essa matéria, achei muito interessante e resolvi resumi-la.Vamos lá então!


Em 1976, na revista americana Rolling Stone, David Bowie chocou alguns liberais rockeiros ao afirmar:  "O Rock sempre foi a música do Diabo... Acredito que o Rock seja algo muito perigoso... Acho que nós artistas e grupos de rock somos apenas o meio de uma mensagem: algo muito mais obscuro do que nós mesmos." Bem, se camaleão do rock com toda  militância de décadas na estrada do show business, tão obcecado por Aleister Crowleye pela Sociedade Thule que se mudou-se para Berlim para sentir na pele o legado esotérico da cidade, quem somos nós para duvidar?
Talvez o rock seja um dos pilares que consigam unir todos os adeptos do satanismo e fazer um satanista nazi-gótico cumprimentar o mais céticos dos satanistas filosóficos com o sinal da mão chifrada. Seja você um ateu ou um místico quando ouve o som da guitarra rasgando toda a argumentação dá lugar a simples postura, que afinal é a essência deste estilo de vida.
A música é tão poderosa como afirmação satânica que mesmo quem nunca leu nada a respeito é influenciado por ela. Anton LaVey levanta essa consideração na Bíblia Satânica ao lembrar que muitas igrejas hoje aderiram a trilha sonora do diabo e tem cultos baseados na expressão de emoções humanas e na gratificação pessoal, com grandes aplausos e musica sensual.
No Manual do Satanista, a relação entre o satanismo e o rock'n'roll não poderia estar mais clara: O rock é de fato um dos mais típicos frutos de nossa Era Satânica. Não é a toa que ele explodiu justamente na mesma década em que LaVey preparava as bases nas quais fundaria a Igreja de Satã. Tanto os livros de Crowley quanto as músicas de Little Richard e Rolling Stones são conseqüências de um mesmo momento histórico que exigia a morte de antigos valores e a manifestação de uma nova forma de se ver o mundo.

Antes de colocar aqui todos os álbuns devo dizer que essa matéria foi adaptada do site Morte Súbita Inc. e que nem todos os álbuns são de Rock, Heavy Metal e derivados.
Vamos à lista então!
(Para ler a justificativa basta clicar no nome do álbum que você será levado ate à resenha)


100 - Kill'em All, Metallica
99 -  Myths of the Near Future, Klaxons
98 – Still, Joy Division
97 - New Jersey, Jon Bon Jovi
96 - Reign In Blood, Slayer
95 - The Rites of the Black Mass, Acheron
94 - Fly by Night, Rush
93 - Like a Virgin, Madonna
92 - Flashpoint, Rolling Stones
91 - Hotel California, The Eagles
90 - Highway to Hell, AC/DC
89 - To Mega Therion, Celtic Frost
88 - Sobrevivendo no Inferno, Racionais MC's
87 - Beneath The Remains, Sepultura
86 - Filosofem, Burzum 
85 - October Rust, Type O' Negative
84 - Mutter, Rammstein
83 - Fuck Me Jesus, Marduk
82 - The Number of the Beast, Iron Maiden
81 - 2112, Rush

80 - Krig-ha, bandolo!, Raul Seixas
79 - Under the Sign of the Black Mark, Bathory
78 - Subliminal Verses, Slipknot
77 - Once Upon The Cross, Deicide
76 - Speak of the Devil, Ozzy Osbourne
75 - Heaven and Hell, Black Sabbath
74 - Damnation and a Day, Cradle of Filth ,
73 - The Doors, The Doors
72 - March of Die, Motorhead
71 - Eletric Ladyland, Jimi Hendrix







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