Novo single da banda Red Hot Chili Peppers vaza na internet

Postado por Renan Tambarussi sexta-feira, 22 de julho de 2011 0 comentários

O novo single do Red Hot Chili Peppers, The Adventures of Rain Dance Maggie, vazou na internet nesta sexta-feira (dia 15). A música estava prevista para ser lançada somente no dia na segunda-feira (dia 18), mas vários blogs e sites começaram a espalhar a faixa pela rede na tarde de sexta-feira.
A música foi disponilibilizada por alguns minutos no site oficial do Red Hot e, em seguida, retirada do ar. Algumas pessoas conseguiram gravar a faixa e disponibilizaram em diversos sites.
“The Adventure Of Raindance Maggie” é o primeiro single do álbum “I’m With You”, que sai no dia 30 de agosto.


Depois desse lançamento, Anthony Kiedis fala sobre 'The Adventures Of Rain Dance Maggie' para a MTV New.

Olá, amigos da Comissão do Rock


Voltamos a publicar aqui no blog, mais um post da série A Formação do Gosto Musical. Para não está acompanhando, essa é uma sequência de publicações que foi cedida à Comissão do Rock, pelo blog Sons Filmes & Afins, que publicou anteriormente essas matérias. Nós chegamos a publicar três capítulos dessa série, mas acabamos interrompendo-a devido a variações constantes no conteúdo do blog. Hoje reprogramamos as três edições anteriores, além dessa quarta. Ao longo dessa semana teremos mais posts da série A Formação do Gosto Musical


Para a boa compreensão deste artigo, é imprescindível a leitura prévia dos artigos anteriores, caso ainda não tenha lido, utilize os links abaixo:










  • A Formação do Gosto Musical - Introdução















  • A Formação do Gosto Musical - Parte 2: Os Primeiros Padrões Musicais















  • A Formação do Gosto Musical - Parte 3: A Estrutura Básica da Música











  • No meu entender, existem 4 grandes agentes formadores do gosto. Claro que há uma infinidade de possibilidades que podem ser responsáveis pela formação do gosto musical de uma pessoa, mas creio que todos eles gravitam em torno dos "quatro grandes" que passarei a abordar com maior profundidade a partir do artigo de hoje.

    O leitor atento já deve ter percebido quais são esses agentes através dos artigos anteriores, pois apesar de abordarem os primeiros contatos do ser humano com o universo musical, tais princípios acompanharão o indivíduo durante toda sua existência, aumentando apenas em complexidade e quantidade.

    Cabe ressaltar que esses princípios não agem individualmente, mas sim em conjunto, e tudo isso com um objetivo comum: a formação desses padrões cerebrais, ou seja, do gosto musical em si, tanto para o que será apreciado quanto rejeitado.

    1º Costume

    Nosso bebê agora já é uma criança. Nesse estágio, o ser humano tem apenas os rudimentos de um "mundo próprio", então se ele fosse escolher uma música para ouvir, provavelmente seria uma canção infantil ou alguma música que seus pais apreciam. As canções de ninar não seriam totalmente descartadas, mas ficariam reservadas aos momentos de mimos dos parentes ou à hora de dormir.

    Isso porque aqui cabe o velho ditado que diz "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura!" Como é da natureza do homem apreciar música, não seria incomum que no ambiente em que vive a criança, ela, a música, esteja presente por incentivo dos pais que acreditam que as canções infantis sejam apropriadas, pois têm uma linguagem (musical e textual) para o estágio em que se encontra seu filho. Então não se cansam de reproduzir quase que diariamente as tais musiquinhas. O resultado é óbvio: algumas delas acabam sendo apreciadas. Da mesma maneira repetitiva, o jovem não tem como escapar da influência do gosto de seus familiares, pois eles não se cansam de reproduzir as músicas que apreciam, de forma que esta constância fatalmente contribuirá no início da montagem do gosto musical da criança. É muito fácil constatar esse fenômeno, basta você caro leitor, pensar um pouco naquele cantor ou conjunto que tem pouco ou nada a ver com seu gosto atual; aqueles de quem seus pais gostavam e lá no fundo você também gosta (no meu caso logo vem à mente o Taiguara, lembra dele? "Universo no seu corpo" e outras cafonices?). Outra "fonte" de repetição musical dos dias atuais, sem dúvida é a televisão e ela realiza uma verdadeira lavagem cerebral até nos adultos, o que dirá nas crianças!




    Uma frase muito comum que escuto das pessoas sobre determinada música é: "quando a ouvi pela primeira vez nem gostei, mas depois, ouvindo mais vezes mudei de ideia!"

    Tudo isso graças ao primeiro dos "grandes agentes formadores do gosto" - O COSTUME - Você gosta da música quando se acostuma com ela.

    Contudo, para gostar de uma música ou estilo musical, não basta reproduzi-los à exaustão, isso pode causar o efeito contrário e transformá-los em insuportaveis e torturantes. Sem contar que uma pergunta que você poderia estar se fazendo é: se o costume/repetição é uma das chaves para o gosto, por que no texto acima apenas algumas canções infantis são apreciadas e não todas as que são repetidas? Analogamente, por que apenas algumas músicas do gosto dos pais são compartilhadas pelo jovem e não todas?

    Porque o COSTUME é apenas um dos "quatro maiores agentes do gosto musical", no próximo artigo abordarei o segundo, até lá!


    Rodrigo Nogueira foi professor de teoria e percepção musical, história da música e saxofone e atualmente é administrador de empresa e estudante de filosofia na USP





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    Está no ar o terceiro capítulo da série A Formação do Gosto Musical, criada pelo blog Sons, Filmes & Afins, e que está sendo republicada aqui na Comissão do Rock com a permissão do autor parceiro Rodrigo Nogueira. Hoje iremos falar sobre a estrutura básica da música. 




    Para a boa compreensão deste artigo, é imprescindível a leitura prévia dos artigos anteriores, caso ainda não tenha lido, utilize os links abaixo:


    A canção de ninar composta seja de forma empírica ou calculada, em geral obedece as seguintes regras para atingir seu objetivo de agradar ao bebê (melhor dito: utilizar os padrões cerebrais já desenvolvidos por ele).

    RITMO

    Ternário (como uma valsa) - esse ritmo alterna um primeiro som forte seguido de dois fracos que causam a sensação de um movimento circular, que sugere fluidez e continuidade (diferente dos compassos de base binária como o 2/2 e 4/4, quadrados e duros, por exemplo). A sensação desse ritmo é diretamente associada à vida intra-uterina passada durante praticamente toda a existência do bebê até aquele momento, portanto um padrão certamente já estabelecido; e é potencializado pelos movimentos aplicados ao bebê enquanto é embalado pelo familiar que executa a canção.

    Aqui já dá para curtir um som!

    O andamento da música é lento, sem sobressaltos - da maneira a qual o bebê mais se sentiu confortável dentro do ventre da mãe - ao ouvir um ritmo dessa forma, estima-se que o bebê revive as sensações dos momentos mais agradáveis de sua ainda curta vida.

    Para deixar mais claro: não estou afirmando que o tempo passado na barriga da mãe é sempre calmo e tranquilo, muito pelo contrário, pois se fosse dessa forma não haveria distinção (inconsciente, é claro) entre sensações agradáveis e desagradáveis.

    MELODIA

    O experimento de Pitágoras

    Há 6000 anos atrás aproximadamente, havia um filósofo e matemático na Grécia chamado Pitágoras que resolveu estudar a música, que até então era composta intuitivamente. 


    Através de um experimento feito com um instrumento de corda. Pitágoras percebeu que se dividisse uma corda ao meio e a fizesse soar, o som seria idêntico ao produzido pelo toque da corda inteira, a diferença seria apenas a altura (mais aguda, o que anos mais tarde foi nomeado como "oitava"). Ele notou que se tocasse as duas cordas ao mesmo tempo - a inteira e a cortada pela metade, seu ouvido captava apenas uma sonoridade, então a combinação dos sons das duas cordas não era nem agradável, nem desagradável - nulo portanto. 


    Quando ele pegou a corda original e a dividiu em três partes simétricas, o som produzido por esse terço, seguido pelo da corda original (ou vice-versa), a sensação foi deveras agradável. Após realizar diversos testes com comprimentos diferentes da corda, nenhum deles obteve tão boa audibilidade quanto esta terça parte em sequência à original (futuramente chamada de "quinta" na harmonia tradicional). 


    Vários tamanhos de cordas em comparação com suas terças partes produziram o mesmo resultado, então evidenciou-se um padrão que por muitos anos foi considerado algo inato no ser humano apreciar tal combinação. Tempos depois, através de experiências com equipamentos eletrônicos que mediam frequências, foi constatado o fato de que nenhum som produzido pela natureza ou instrumento construído pelo homem, era puro (daí a diferença de timbres), mas sim que emitia uma série constante de outras frequências em intensidades mais fracas que a primordial (tônica) que iam arrefecendo no decorrer do tempo, e cada frequência era mais fraca que sua anterior. Agora uma perguntinha: qual você acha que é a sequência? Isso mesmo: a tônica seguida de sua oitava, depois a quinta e assim por diante, conforme a percepção do experimento de Pitágoras.

    Fechando a história, desde antes de nascermos, tudo que ouvimos obedece essa sequência de frequências (campo harmônico), portanto certamente nascemos acostumados com ela!

    Ô pai, tira essa música de velho!

    Mas o que tudo isso tem a ver com a canção de ninar? Simples, as mais eficientes têm sua construção melódica (e harmônica se for um CD ao invés da mãe a cantar) obedecendo essa sequência sonora em sua forma mais básica e familiar, utilizando padrões cerebrais já estabelecidos.

    Só que a história segue, pois conforme o bebê cresce, ele vai entrando em contato com diversas novidades sonoras, além de necessidades físicas e comportamentais próprias, que poderão ser associadas e forçar a criação de novos padrões cerebrais.

    Não perca o próximo artigo!



      O AUTOR
    Rodrigo Nogueira foi professor de teoria e percepção musical, história da música e saxofone e atualmente é administrador de empresa e estudante de filosofia na USP

    Teremos hoje o segundo capítulo da série A Formação do Gosto Musical criada pelo blog Sons, Filmes & Afins, e que está sendo republicada aqui na Comissão do Rock com a permissão do autor da série.


    Para a boa compreensão deste artigo, é imprescindível a leitura prévia do artigo anterior, caso ainda não tenha lido, utilize o link abaixo:

    A Formação do Gosto Musical - Introdução

    Desde antes de nascermos, temos contato com um grande número de sons, sejam eles internos como as batidas do coração por exemplo, quanto externos como a voz da mãe ou sons do ambiente. Só que para formação de um padrão cerebral há a necessidade de dois fatores: a repetição do som - as batidas do coração, a voz da mãe, etc, e a associação desses sons com alguma coisa relevante - o próprio funcionamento do corpo e a pessoa mais próxima e constante. Em um primeiro momento, estas associações são instintivas, ou seja, ainda não passam por algum julgamento consciente, mas tornam-se reconhecíveis e identificáveis - o primeiro passo para gostar.



















    Geralmente, o primeiro contato relevante que temos com música, são as famosas canções de ninar cantadas por algum familiar, normalmente a mãe. A voz da mãe, por si só já é um som facilmente identificável pelo bebê, portanto esse padrão já está estabelecido e o que vier daí, no mínimo já encontrará receptividade para a assimilação e a formação de novos padrões, pois a canção de ninar será facilmente associada ao carinho materno. Entretanto, aquela música em particular só será efetivamente reconhecível e depois julgada como "agradável" se houver a repetição dela em momentos similares de carinho (ou sono, ou qualquer outra atividade ou sensação a qual possa receber alguma associação).


    Outro aspecto a ser analisado é a estruturação da música cantada, pois a maneira como foi composta também é fundamental para o desenvolvimento dos padrões (gosto). A explicação para isso é que nosso cérebro é um pouco resistente a coisas completamente novas, sempre que entra em contato com uma suposta novidade, imediatamente procura dentre seus padrões já estabelecidos alguma similaridade. Se essa similaridade não for encontrada, a reação normalmente é de repulsa ou irritação. Então como uma canção de ninar ouvida pela primeira vez poderá encontrar receptividade e "cair no gosto"? Isso ocorre apenas por ela ser executada pela voz familiar da mãe? Não, pois apesar da voz da mãe já ser um padrão estabelecido, a música cantada não é, e se esse fosse o único fator, a repetição da canção teria que ser muito grande para que o cérebro seja forçado a estabelecer um padrão novo para assimilar a música (não a voz, esta já está assimilada e associada). Então há algo mais na música que permite a fácil assimilação? A resposta é simples: sim - a canção de ninar já tem padrões similares em seu cérebro, eles apenas receberão desdobramentos.


    Veja por que e como no terceiro artigo da série onde a coisa ficará realmente interessante!

         O Autor:
    Rodrigo Nogueira foi professor de teoria e percepção musical, história da música e saxofone e atualmente é administrador de empresa e estudante de filosofia na USP

    Olá, amigos da Comissão!


    Hoje, com a parceria do blog Sons, Filmes & Afins, relançaremos na blogosfera a série A Formação do Gosto Musical. Essa série é de autoria do parceiro Rodrigo Nogueira, que cedeu a publicação da série aqui na Comissão. Espero que vocês gostem!


    Este tema está longe de ser definido, mas na tentativa de entendê-lo, algumas questões fundamentais precisam ser respondidas:

    O que é música?
    Segundo a maioria dos livros didáticos, música é "a arte de combinar os sons", porém, este conceito é muito vago, principalmente por causa do termo "combinar", que poderia ser interpretado como a simples junção de sons, ou a junção de sons que tenham alguma afinidade e organização (outros termos vagos e relativos).

    O que é som?

    No vácuo não há som

    Um dia me perguntaram: "se uma pedra cai no chão em uma distante floresta, sem ninguém por perto para ouvi-la, ela produzirá som?" Penso que não, porque na prática o som não existe. Explico: o som é a maneira como nosso cérebro decodifica o atrito de algo com o ar (uma pedra por exemplo), e a captação da vibração do ar causada por esse atrito, é feita através do aparelho auditivo, portanto se não há um aparelho para captar e outro para decodificar, não há som. O que há de fato é a vibração do ar que gera uma frequência e essa frequência é interpretada por nós como som.


    Mas o que vai realmente fundir a cuca é: será que todas as pessoas captam e decodificam da mesma forma? De maneira mais simples: será que todos nós ouvimos da mesma maneira? Vimos que o cérebro é essencial para que haja som e por consequência a música, mas é importante lembrar que todos nós seres humanos, trazemos em nossos genes uma combinação única e por mais que a formação física seja praticamente idêntica entre nós, ela não é totalmente, e isso pode gerar maneiras diferentes de identificar e decodificar, o que certamente influenciará nossa forma de admirar a música.

    A audição é um dos primeiros sentidos desenvolvidos
    Só que o gosto musical é formado por diversos fatores e ele começa a se formar, segundo pesquisas, logo no útero da mãe. As pesquisas também apontam que a audição é um dos primeiros sentidos a se desenvolver, e conforme os sons são captados, eles recebem alguma associação, por exemplo, identificar a voz da mãe e a relacionar como o som de sua provedora.

    Conforme o bebê vai percebendo os sons do ambiente, ele vai associando com alguma coisa e este elemento associado é que vai dizer se o som agradará ou não, por exemplo, um som muito forte e repentino que desestabiliza a tranquilidade do momento, provavelmente será "classificado" como um som desagradável. Dessa maneira surgem os padrões e esses padrões serão essenciais para a definição do gosto.

    O assunto é muito mais abrangente e complexo, aguarde o próximo artigo em que continuarei abordando o tema.


    Rodrigo Nogueira foi professor de teoria e percepção musical, história da música e saxofone e atualmente é administrador de empresa e estudante de filosofia na USP




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    Aerosmith : Banda de volta aos estúdios.

    Postado por Renan Tambarussi quarta-feira, 20 de julho de 2011 0 comentários


    O AEROSMITH entrou no estúdio ‘caseiro’ do guitarrista Joe Perry (‘The Boneyard’) nos arredores de Boston (EUA) recentemente com o veterano produtor Jack Douglas para começar a gravar seu muito-aguardado décimo - quarto disco de estúdio. Douglas trabalhou com a banda em discos clássicos como ‘Get Your Wings’ de 1974, ‘Toys In The Attic’ de 1975, e ‘Rocks’ de 1976. Ele também colaborou com a banda em sua compilação de covers de Blues, ‘Honkin’ On Bobo’, de 2004.

    O novo disco do Aerosmith será gravado inteiramente no Boneyard – o estúdio em Massachusetts que a banda construiu seis anos atrás especificamente para trabalhar com Douglas. A banda realizou uma sessão de composição de oito dias no começo desse ano na Califórnia com a presença do produtor/parceiro de composição Marti Frederiksen.

    Fonte : Whiplash

    Enquanto não sai o disco da banda, fiquem com a ótima apresentação do grupo no clássico Sweet Emotion.

    Clipe da Semana: "Main Offender" - The Hives

    Postado por Renan Tambarussi terça-feira, 19 de julho de 2011 1 comentários

    Para começar mais uma semana em bom estilo, temos hoje o clipe da música Main Offender da banda The Hives.

    Main Offender, que soa no mais clássico ritmo do punk rock, é um dos singles do The Hives e foi gravada em 2000, em seu segundo álbum, Veni Vidi Vicious. Em breve publicaremos mais informações sobre esse.



       Promoção I Love Rock'N Roll



    Para vocês que estão participando da promoção I Love Rock'N Roll, temos mais informações!
    Todas as músicas já foram selecionadas pelos blogueiros e no próximo sábado, dia 23 de julho, uma semana depois do Dia do Rock, quando lançamos essa promoção, realizaremos o primeiro sorteio. 

    Estarão concorrendo todos os seguidores dos blogs Comissão do Rock, Definity Rock, Rock Ladies e Cafofo Online. Se você ainda não é seguidor de pelo menos um desses blogs, siga-os logo, porque ainda tem tempo!

    O vencedor terá o prazo de duas semanas para mandar seus dados (endereço, cep etc) para o e-mail comissaodorock@yahoo.com.br

    Manteremos total sigilo das informações enviadas.

    Data dos sorteios:

    1º - 23/07/11
    2º - 30/07/11
    3º - 06/08/11

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